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Lutadora cachoeirense vende “marmitinhas” para poder competir nos Estados Unidos

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Um exemplo de comprometimento e dedicação para alcançar um sonho pessoal: ser campeã mundial de Jiu-Jitsu. É assim que tem sido a rotina da lutadora Betina Chaves Penedo Pereira, 22 anos, que planeja competir no dia 30 de maio, em Long Beach, na Califórnia.

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A cachoeirense que treina desde os 18 anos tem uma rotina puxada. Acorda às 5h para ir ao crossfit para a preparação física, e em seguida os treinos são voltados para a arte marcial, onde pratica entre treinos de posições e sparing, mais conhecido como luta, até às 14h. E não para por aí, as terças, quartas e quintas, a atleta pratica Jiu-Jitsu no CT de Lutas e dá aula para uma turma feminina, nas terças e quintas.

“Comecei por causa do meu irmão, ele treinava e tinha um quimono parado em casa, então peguei para usar. No primeiro dia não gostei, foi difícil, parecia que eu nunca ia aprender nada e foi essa mesma dificuldade que me fez continuar. Todo dia eu aprendo algo novo”, conta a atleta.

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Betina é campeã brasileira de Jiu-Jitsu sem quimono, campeã da categoria e absoluto do Sul Brasileiro sem quimono, vice-campeã do Sul Americano de Jiu-Jitsu, entre outros títulos. A disputa do campeonato mundial terá duração até o dia 4 de junho e a lutadora está precisando de apoio para poder participar do torneio.

Ela planeja passar aproximadamente um mês nos EUA treinando antes da competição. Para isso a atleta precisa arrecadar o valor de R$ 4,5 mil para quitar todas as despesas. Uma das alternativas encontradas foi a venda de “marmitinhas” para ajudar na arrecadação da verba.
A atleta recebe o apoio de sua mãe na preparação do empadão de frango e do escondidinho de mandioca com carne moída que são vendidos pelo aplicativo Chef Mio.

“A maior dificuldade é o apoio financeiro. Tudo do Jiu-Jitsu é muito caro e eu não consigo arcar com as despesas, por isso a venda das “marmitinhas” para ajudar com a arrecadação do dinheiro. Vou me preparar mais quando estiver na Califórnia, porque eu vou só treinar. Aqui ainda está difícil conciliar serviço e treino e a confecção das marmitas”, afirma Betina.

Segundo a atleta, a mudança para a Califórnia não trará crescimento apenas profissional, mas também para a sua vida pessoal. E caso tudo ocorra como planejado, Betina espera retornar para o Brasil com o título de campeã mundial e o sonho realizado.

“A expectativa é subir ao pódio, irei passar alguns meses lá treinando só Jiu-Jitsu. A mudança vem para um crescimento pessoal e profissional como lutadora. Infelizmente aqui não tenho tanta oportunidade. Estou preparada para mais esse desafio”, finaliza a atleta.

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