Cultura

Espírito Santo recebe o maior evento de artes visuais da América Latina

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Sofia Borges
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O Palácio Anchieta recebe a partir da próxima quarta-feira (27), o maior evento de artes visuais da América Latina. A mostra itinerante 33ª Bienal de São Paulo – Afinidades Afetivas traz para Vitória uma variedade de linguagens artísticas como pinturas, vídeos, esculturas, fotografias, colagens e instalações produzidas por artistas de diversos países. A exposição é uma realização da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), Fundação Bienal de São Paulo e Ministério da Cidadania. A abertura será às 17 horas e a entrada é gratuita.

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A mostra adota como modelo curatorial a multiplicidade do olhar dos artistas sobre seus próprios contextos criativos. Para o secretário de Estado da Cultura, Fabricio Noronha, a exposição traz a força transformadora da arte no cotidiano das pessoas.  “A Bienal se espalhando por outros espaços (e aqui, no nosso) é oportunidade de encontro, de conectar cultura e questões da sobrevivência no mundo. Trazemos o presente, o passado e possibilidades infinitas de estarmos abertos ao novo”, ressalta.

De acordo com o diretor do Museu de Arte do Espírito Santo (MAES), Renan Andrade, a realização da Itinerância em Vitória, pela parceria entre a Secult e a Fundação Bienal de SP, é bastante simbólica, já que é a primeira vez que a Bienal vem para o Espírito Santo.

Ele explica que isso acontece “em um momento em que a cultura em nosso Estado abraça novas conversas e inventa novos encontros. Um tempo de desafios para a arte no nosso país, numa busca firme e democrática para o fortalecimento da nossa cultura. Oferecer para o público capixaba e vizinhos um recorte do maior evento de artes visuais da América Latina, a segunda Bienal mais antiga do mundo, é uma oportunidade de enriquecer o acesso e o diálogo da nossa produção cultural para com o mundo”, disse.

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O coordenador da galeria Homero Massena, Nicolas Soares, fala sobre a temática da exposição. “Afetar é umas das principais operações da arte. A arte mobiliza afetos, desde a elaboração de uma inquietação no processo criativo do artista até a inquietação da elaboração a partir da experiência do espectador.  A vida como fundamental propulsora para a produção artística possibilita uma via mútua artista-arte-espaço-espectador de uma forma mais aproximada. Afinidades Afetivas, nesta itinerância da Bienal, aqui no Espírito Santo, nos fazem pensar como estamos nos conectando e nos afetando no campo da arte no estado e para além.

Curadoria

A seleção do curador convidado Jacopo Crivelli Visconti traz uma gama de artistas  que contemplam várias linguagens como Alejandro Cesarco (Uruguai), Ana Prata (Brasil), Ben Rivers (Inglaterra), Bruno Dunley (Brasil), Bruno Moreschi (Brasil),Gunvor Nelson (Suécia), John Muller (Estados Unidos) & Richard Hoeck (Áustria), Rafael Carneiro (Brasil), Sara Ramo, (Espanha), Sofia Borges (Brasil), Vânia Mignone, Siron Franco (Brasil), além de uma coleção de máscaras do Centro de Artes visuais Museo del Barro, de assunção, Paraguai e uma homenagens a dois artistas falecidos: o guatemalteco Aníbal López, e a brasileira Lucia Nogueira.

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Visconti elaborou um recorte do projeto original elaborado pelo curador geral da mostra, Gabriel Pérez-Barreiro, mas que mantém o mesmo modelo de experiências curatoriais múltiplas, ou seja, quando o conteúdo da exposição não é determinado ao de uma temática única. Neste sentido, a exposição não replica literalmente o que se viu na última Bienal em São Paulo, mas apresenta diferentes associações e relações a partir de recortes de obras e artistas.

“A 33ª Bienal reforça a disposição para colocar em discussão o pensamento curatorial. A exposição se torna uma obra aberta, permeável às relações e contaminações que as próprias obras sugerem, e na qual o conceito de autoria se dissolve quase que completamente: a 33ª Bienal é, antes de mais nada, um exercício coletivo de prática curatorial experimental”, disse.

  Ações educativas

O programa de mostras itinerantes irá promover ações para professores, educadores e mediadores de público das instituições parceiras do programa no Palácio Anchieta. A partir dos conteúdos da 33ª Bienal e da publicação educativa feita para a mostra “Convite à atenção”, as ações propõem exercícios que convidam as pessoas a estarem atentas para a experiência com a arte em diversos contextos, desde o encontro com a obra até o compartilhamento da reflexão sobre ela.

O programa de mostras itinerantes com seleções de obras da Bienal de São Paulo é uma iniciativa que chega em 2019 à sua quinta edição. A itinerância da 32ª Bienal, em 2017, percorreu 13 cidades, sendo duas no exterior, e recebeu um público total de 650 mil visitantes.

Para a realização das Itinerâncias da 33ª Bienal foram firmadas parcerias inéditas com a Secretaria de Estado da Cultura (ES), o Museu Nacional (DF), a Fundação Iberê Camargo (RS) e o Museo de Antioquia, em Medellín (Colômbia). Também foram renovadas parcerias com o Sesc SP, a Fundação Clóvis Salgado (MG) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (MG).

“A Bienal de São Paulo é um patrimônio cultural de todo brasileiro, e para ampliar o acesso a seus conteúdos, a Fundação Bienal correaliza, com instituições culturais parceiras, o programa de mostras itinerantes. Além das exposições, a iniciativa inclui ações educativas e de difusão, estando alinhada à missão da Fundação de integrar cultura e educação à vida cotidiana”, afirma José Olympio da Veiga Pereira, presidente da Fundação Bienal.

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