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Comerciantes de Guaçuí temem nova paralisação dos caminhoneiros

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Comerciantes de Guaçuí estão acompanhando a mobilização realizada pelos caminhoneiros sobre a possibilidade de paralisação prevista pelas entidades sindicais para sábado (30) em todo o país.  A categoria negocia ações por grupos de WhatsApp e promete parar em diversas regiões do país. Uma greve está fora de cogitação, mas paralisações podem acontecer.

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Uma das razões da paralisação segundo os motoristas, é que os principais compromissos assumidos pelo governo anterior, não estão sendo cumpridos pelo atual governo. Os caminhoneiros querem que o governo estabeleça mecanismo para que o aumento do diesel, que se baseia em dólar, seja feito só uma vez por mês e não diariamente como acontece.

Em Guaçuí, os reflexos de uma possível paralisação dos caminhoneiros começam a preocupar comerciantes da cidade. José Márcio Assis, explica que a greve do ano passado começou com uma paralisação e desgastou a população, além de deixar um prejuízo incalculável para seu comércio. “Estou preocupado com a possibilidade de outra paralisação. Tenho um supermercado e é muito ruim essa situação. Nossas mercadorias chegam de São Paulo, Santa Catarina, nosso hortifruti vem de Vitória. O prejuízo que tive foi imensurável, temo que isso aconteça novamente”, conta o comerciante.

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Gêneros alimentícios, combustíveis e demais produtos que chegam à região do Caparaó, são transportados entre as BR’s 262 e 101. Com a realização da greve ano passado, as duas rodovias ficaram interditadas nos principais pontos.

Outro setor do comércio que está atento à movimentação é de combustíveis. Dione Abreu é gerente de um dos postos que abastecem veículos na cidade e contou que está acompanhando toda movimentação das associações e sindicatos dos caminhoneiros com bastante atenção.  “Se houver a paralisação, o impacto é grande para nós. O pessoal fica todo travado. A gente não fez nenhuma reserva até agora e estamos preocupados. No ano passado foi muito complicado, a gente nunca tinha passado por isso. Houve briga por abastecimento e tivemos que acionar a polícia. Foi uma confusão”, lembrou.

Governo

As investigações realizadas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Governo Federal apontam o início de uma articulação por meio de mensagens de WhatsApp e a preparação de paralisações no dia 30 de março. O governo quer evitar, a todo custo, que qualquer tipo de paralisação aconteça.

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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) está ciente das dificuldades da categoria. O chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Otávio Santana Rêgo, disse que o presidente está disponível para discutir soluções com representantes da categoria.

Os primeiros dados são de que o movimento não tem a mesma força no ano passado, mas há temor de que os caminhoneiros possam se fortalecer e cheguem ao potencial explosivo da última greve. Dentro do Palácio, o objetivo é ser mais ágil e efetivo e não deixar a situação sair de controle.

 

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