Política Regional

Folha de São Paulo diz que Evair de Melo e Sérgio Vidigal compõem a “bancada da lama”

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Reportagem da Folha de São Paulo, publicada neste domingo (3), diz que os deputados federais capixabas Evair de Melo (PP) e Sérgio Vidigal (PDT) estão em lista de parlamentares que receberam doações de mineradoras para suas campanhas eleitorais e as defendem no congresso numa chamada “bancada da lama”.

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A matéria aponta que o grupo é composto por 52 deputados federais. Ele atua e ocupa postos chaves em comissões do setor.

Evair de Melo teria recebido para a campanha eleitoral de 2014 R$ 50 mil. Já o deputado Sérgio Vidigal recebeu R$ 270 mil.

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Os dois parlamentares capixabas integraram comissão de Código da Mineração em 2014 e foram reeleitos deputados federais no ano passado. Sérgio Vidigal ainda participou da comissão de Minas e Energia.

Em 2015, após a tragédia de Mariana, que até hoje tem reflexo na economia capixaba, principalmente na cidade de Anchieta, onde está localizada a Samarco, a relação dos deputados com o setor ficou sob vigilância. Ainda assim, em 2017 a Câmara aprovou medida provisória que criou a Agência Nacional de Mineração (ANM) e derrubou uma taxa de fiscalização viabilizando vistorias presenciais em prol da segurança de minas e barragens.

O então presidente Michel Temer, em 2017, segundo apurou a Folha de São Paulo, decidiu fazer alterações na regulação do setor por meio de três MPs, movimentando novamente a “tropa”. Uma delas criou a ANM, aprovada simbolicamente, e só uma teve votação nominal e previa audiências públicas para atos da ANM que afetariam direitos de agentes econômicos, das comunidades impactadas e dos trabalhadores. Na época, apesar da emenda ter passado, a maioria do grupo da mineração votou contra.

Evair de Melo tentou, sem sucesso, usar MP para tirar da lei punição para empresas do setor que se recusassem a entregar documentos para autoridade reguladora. Hoje, ele integra grupo criado na Câmara Federal para acompanhar as apurações da tragédia de Brumadinho.

O que diz Evair

Em conversa com a reportagem do AQUINOTICIAS.COM, o deputado Evair de Melo rechaçou a reportagem da Folha de São Paulo.

“Uma vergonha o que esse jornal faz! Nunca tive nenhuma relação com a Vale. Todas as ações protocoladas, referem -se a rochas ornamentais e não a minério de ferro. O setor de rochas usa  filtros  prensa, portanto suas áreas de rejeitos não devem ser comparadas. É claro que esse jornal e outros querem desestabilizar a comissão, pois sabem que vem chumbo grosso aí! Esse mesmo jornal já se juntou com outro canal de TV para desestabilizar o Governo que aí está. Esse mesmo jornal hoje elogia Renan (Calheiros) e diz que ele era o equilíbrio e vai fazer falta. Esse é jornal que nos coloca na vala comum. Uma vergonha!”, critica o deputado.

Evair complementa dizendo que a matéria está distorcida e que tem uma ação para que o dinheiro bloqueado da Vale seja usado de imediato. “É guerra”, finaliza.

Sérgio Vidigal

Por meio de nota, a assessoria de imprensa do deputado federal Sérgio Vidigal informou que em momento algum foi contatada pela Folha para esclarecimentos e que as doações recebidas pelo parlamentar na campanha de 2014 foram feitas pelo Diretório Nacional do PDT.

“Logo, a origem da doação só foi informada na prestação de contas feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O deputado federal Sérgio Vidigal não possui nenhum vínculo com a mineradora. A respeito da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, o deputado a integra como suplente, sendo esta uma indicação da Liderança do Partido na Casa. O deputado sempre defendeu as investigações que envolveram os rompimentos das barragens em Mariana e, mais recente, em Brumadinho, ambas no Estado de Minas Gerais, e que os responsáveis sejam punidos e ressarcir os prejuízos às vítimas, ao Estado, aos Municípios e ao meio ambiente”, disse trecho da nota enviada pela assessoria.

Bancada da lama

Para identificar deputados ativos na bancada da mineração, a Folha considerou: se ganharam doações das mineradoras em 2014; se atuaram na tramitação de MPs em 2017, propondo emendas; se integraram anteriormente a comissão que discutiu mudanças no Código de Mineração em 2014, ou a Comissão Permanente de Minas e Energia, por onde passam todos os projetos do setor na Câmara.

Com informações da Folha de São Paulo

 

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