Espírito Santo

Após 15 dias em Brumadinho, bombeiros capixabas retornam ao ES 

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A equipe de oito militares e três cães do Corpo de Bombeiros do Estado, que estava auxiliando nas buscas por vítimas do rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho (MG), retornou ao Espírito Santo após 15 dias de atuação. O grupo recebeu uma homenagem, na manhã desta segunda-feira (11), no Quartel do Comando-Geral da Corporação, na Enseada do Suá, em Vitória.

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O evento contou com as presenças do governador do Estado, Renato Casagrande; do secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Sá; além de diversas autoridades, como o deputado federal Josias Da Vitória; os deputados estaduais Evair de Melo, Lorenzo Pazolini e coronel Alexandre Quintino; bem como do coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel André Có Silva e o secretário-chefe da Casa Militar, Coronel Jocarly Martins de Aguiar Junior.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alexandre Cerqueira, fez a abertura da cerimônia, após a execução do hino nacional, falando sobre a importância do canil da Corporação em eventos como o de Brumadinho. Ele ressaltou que esses militares já possuem um histórico de auxílio qualificado desde que a equipe foi criada, em 2012. A unidade atuou no rompimento da barragem de rejeitos em Mariana (MG), ocorrido em dezembro de 2015.

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“O K-9 do Corpo de Bombeiros foi criado em 2012, pelo governador Casagrande, e hoje é referência nacional. Em Mariana, nossas equipes caninas já haviam apoiado. Chegamos dia 28 em Brumadinho e com autonomia. Tínhamos viaturas e alimentação, sem precisar de qualquer ônus do local. Diversas vítimas foram localizadas. Nosso ônibus 4×4 era o único na operação e auxiliou o deslocamento de outras tropas. Nossos militares são multifuncionais e amam o que fazem”, ressaltou, agradecendo ainda aos familiares dos militares pela compreensão e apoio.

O governador Renato Casagrande fez uma mensagem de agradecimento e exaltação aos bombeiros que foram ao estado vizinho, explicando, ainda, como essa ajuda foi oferecida e organizada.

“Vocês representaram, com muita dignidade, toda a sociedade capixaba nessa hora difícil para o povo mineiro. Assim que o desastre aconteceu liguei para o governador de Minas Gerais, nos colocamos à disposição e tomamos a decisão de ir quando fomos acionados. Queria dizer aos familiares para se orgulharem desses homens que estiveram em Brumadinho. Acompanhei de perto o que os Bombeiros fizeram em 2013, quando tivemos um momento duro de chuvas em nosso Estado. Essa instituição muito nos orgulha. Nossa equipe de cães, denominada K-9, foi referência em Minas Gerais e nada mais justo do que homenagear quem se dedicou a minimizar os impactos dessa tragédia”, exaltou.

O secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, em breve fala, destacou o heroísmo dos militares que, mesmo de férias em alguns casos, não recusaram a jornada. “Meus caros bombeiros que foram a Brumadinho, quero agradecer em nome da sociedade brasileira, a devoção, o juramento e o reconhecimento a esse ato de heroísmo que não tem dia, hora nem lugar. Desejo que tenham um ótimo descanso após essa jornada de destaque e continuem desempenhando esse trabalho tão honroso”, afirmou.

Homenagem

Após os discursos, a equipe, formada pelos capitães Amorim e Marinho, pelo sargento Lemke, os cabos Tibúrcio, Meneguitti e Breno, além dos soldados Rovetta e Vicentini, receberam os certificados de destaque institucional, acompanhados pelos cães Beck, Athos e Vida.

O capitão Amorim, que liderou a equipe, falou sobre a sensação de participar de um evento tão marcante. “Nós treinamos muitos anos para esse tipo de situação, que a gente não espera que ocorra. Mas como aconteceu, a gente colocou nossos ensinamentos em prática e tivemos contato com a sociedade mineira. Cada vez que a gente conversava com a alguém, escutava as palavras, dava menos vontade de vir embora e cada vez mais ajudar. A gente voltou pelos familiares, mas nossa vontade era de permanecer”, disse.

O soldado Vicentini destacou que, mesmo em momentos emocionantes, a equipe não se deixou abalar e buscou vítimas de forma incessante. “A gente chegou lá para ajudar o máximo e não podíamos nos prender muito a algumas emoções. A gente seguiu em busca de fazer o nosso melhor. Voltamos cansados, mas com a sensação que a nossa etapa foi cumprida com o melhor que poderíamos fazer. Agora vamos matar a saudade da família e aproveitar”, disse.

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