Geral

Segurança acusado de matar rapaz no Extra poderá responder por homicídio doloso

COMPARTILHE
26

O segurança particular Davi Ricardo Moreira Amâncio, de 32 anos, acusado pela morte de Pedro Henrique Gonzaga, de 25 anos, após imobilizá-lo dentro do hipermercado Extra, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio), na última quinta-feira, 14, pode responder por homicídio doloso (intencional), em vez de homicídio culposo (sem intenção), segundo a Polícia Civil do Rio. O homicídio culposo gera pena de um a três anos de prisão, se o réu for condenado. O homicídio doloso cometido por asfixia, como pode ser o caso, implica em pena de 12 a 30 anos de prisão, se houver condenação.

Morrem mais duas vítimas de explosão de barco no Acre

Morreram neste sábado, 15, mais duas pessoas que estavam no barco que explodiu no...

OAB/RJ: criminalização da homofobia como racismo é conquista dos direitos humanos

O presidente da Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da Ordem dos Advogados...

Witzel sugere explodir com míssil traficantes armados; oposição reage

O governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, provocou polêmica ao sugerir...

Inicialmente o caso foi registrado como homicídio culposo pela Polícia Civil. Amâncio foi preso em flagrante, pagou fiança de R$ 10 mil e foi autorizado a responder à acusação em liberdade.

Mas o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) indica que Gonzaga morreu asfixiado por estrangulamento, o que pode levar a polícia a considerar que o segurança assumiu o risco de matar a vítima. Outros aspectos também serão considerados, como a conduta da vítima até ser imobilizada pelo segurança e os alertas feitos ao segurança por testemunhas sobre o perigo de matar o cliente.

Continua depois da publicidade

Segundo o delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do Rio, a tipificação ainda não está fechada. “Temos um prazo de 30 dias (a partir da data do crime) para terminar a investigação. Se tivermos indicadores de que o segurança assumiu o risco de causar a morte, então pode ser alterado para homicídio doloso”, afirmou nesta segunda-feira, 18.

A polícia já sabe que a vítima chegou viva à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Barra da Tijuca, onde recebeu os primeiros socorros. Mas ali sofreu três paradas cardiorrespiratórias e morreu.

Segundo a polícia, em depoimento, Amâncio acusou Gonzaga de tentar tomar sua arma e negou ter apertado o pescoço da vítima. A reportagem não conseguiu localizar o segurança nem seus representantes, na noite desta segunda-feira, para se manifestar sobre a possibilidade de ser indiciado por homicídio doloso.

Nesta terça-feira, 19, a mãe de Gonzaga, Dinalva Santos de Oliveira, que acompanhava o filho no supermercado, vai prestar depoimento à Polícia Civil.

Fábio Grellet
Estadao Conteudo
Copyright © 2019 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Publicidade