Variedades

Há 35 anos morria o escritor Julio Cortázar

COMPARTILHE
8

Há 35 anos, no dia 12 de fevereiro de 1984, morria em Paris, aos 69 anos, Julio Cortázar. Um dos grandes nomes da literatura latina, este argentino nascido em Bruxelas em 1914 deixou obras fundamentais, complexas e revolucionárias, como O Jogo da Amarelinha, Histórias de Cronópios e de Famas, Bestiário, As Armas Secretas, Final de Jogo e muitas outras.

Reedição de 'Grande Sertão' deve atrair e formar novos leitores

Bem-aventurados os que vão ler pela primeira vez Grande Sertão: Veredas. Esses leitores de...

Fátima Bernardes relembra dia em que passou por trote de Bussunda na UFRJ

A apresentadora Fátima Bernardes contou uma história curiosa no Encontro com Fátima Bernardes desta...

Netflix anuncia fim de 'Jessica Jones' e 'O Justiceiro'

A Netflix anunciou que as séries Jessica Jones e O Justiceiro serão canceladas. A...

Cortázar iniciou sua vida profissional como professor de escola no interior da Argentina. Em 1944, foi contratado pela Universidade de Mendoza para dar aulas de literatura francesa. Foi preso em 1945, depois de participar, com os alunos, da ocupação da universidade.

Depois, ele se mudou para Buenos Aires e, anos mais tarde, em 1951, para Paris, onde começou a vida trabalhando como tradutor da Unesco. Passou os 33 anos seguintes na capital francesa – e só voltou sete vezes para Buenos Aires.

Continua depois da publicidade

Em 1966, Cortázar começou a militar a favor dos movimentos revolucionários na América Latina. Em 1973, publicou Livro de Manuel e ganhou o Prêmio Médicis. Em 1976, com o golpe militar na Argentina – a ditadura só terminaria em 1983 -, Cortázar cedeu seus direitos autorais para ajudar organizações de defesa dos direitos humanos que tentavam conseguir a liberdade dos prisioneiros políticos argentinos.

Em dezembro de 1983, com o fim da ditadura militar na Argentina, Cortázar viajou para Buenos Aires para visitar sua mãe, Maria Hermínia Descottes. Ele estava doente e sabia que estava em seus últimos dias de vida. Falava-se em leucemia na época, mas, em 2014, a jornalista Cristina Peri Rossi, amiga do escritor, disse que ele morreu de aids, após ser infectado numa transfusão de sangue, numa época em que doença ainda não tinha nome.

Três livros nas livrarias brasileiras ajudam o leitor a percorrer o universo de Julio Cortázar. Um deles é A Fascinação das Palavras – Conversas com Julio Cortázar, “um livro muito doido”, nas palavras do autor, que foi escrito a quatro mãos ao longo de dois anos com o amigo de mais de uma década Omar Prego Gadea.

O outro é Aulas de Literatura: Berkeley, 1980, que compila as palestras proferidas na universidade americana. Os dois títulos foram lançados pela Civilização Brasileira, do Grupo Record, que detinha o direito de publicação da obra de Cortázar no Brasil até o ano passado, quando o autor passou a integrar o catálogo da Companhia das Letras.

A nova editora promete para maio uma outra edição de O Jogo da Amarelinha e também prevê um volume com todos os contos de Cortázar. Enquanto a editora não lança as novas edições, o leitor ainda encontra os volumes da Civilização Brasileira.

O terceiro, publicado pela Dsop, é Julio Cortázar – Notas Para Uma Biografia, de Mario Goloboff, que apresenta o escritor como um verdadeiro pesquisador: de novas formas, de novas aventuras, de novas possibilidades para a literatura. (Com informações da Associated Press).

Estadao Conteudo
Copyright © 2019 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Publicidade