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Representante do Caparaó, Luciano Machado fala de seus projetos como deputado estadual

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O Legislativo precisa ser parceiro do Executivo visando evolução no acesso ao serviço público. Essa é a opinião do deputado eleito Luciano Machado (PV). Empresário desde 1987, Machado já foi prefeito de Guaçuí por duas vezes, além de vereador constituinte, vice-prefeito e presidente do Consórcio Caparaó. Infraestrutura, valorização do agronegócio e do turismo e a geração de emprego e renda são os maiores desafios capixabas, na opinião do político.

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Machado já exerceu o cargo de diretor de obras da Cohab-ES, foi representante do Governo do Estado na Junta Comercial e gerente de programas e projetos da Secretaria de Agricultura. Foi eleito deputado estadual em 2018 com 15.221 votos. Confira a entrevista!

 

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O senhor foi vereador constituinte em 1988. Com essa experiência, como o senhor analisa o momento do País?

O Brasil é um país muito rico em leis, mas também é um rico em não cumprir as leis. A evolução existe, você tem que aprimorar, adequar as leis à realidade, mas se forem cumpridas nós temos um país melhor, com mais zelo à coisa pública.

A democracia pede a liberdade de expressão, lhe dá muitos direitos, mas também dá deveres, mas infelizmente o que vem acontecendo, e não falo da população em geral, mas sim da classe política, tem deixado a desejar no cumprir desses deveres a nível nacional. Foi como chegamos nessa grande crise econômica e moral.

 

Quais serão as bandeiras do senhor no Parlamento?

O Legislativo precisa ser inicialmente o parceiro do Executivo na administração pública para que haja evolução no acesso ao serviço público, já que temos ainda muita dificuldade, principalmente na saúde, de dar o direito que as pessoas têm de um atendimento mais humano. Em todos os aspectos precisamos evoluir, mas na saúde principalmente. Minhas bandeiras serão da transparência, da preocupação e da cobrança, do bom uso do recurso público.

O parlamentar precisa entender a sua missão. A primeira missão não é fazer, mas sim fiscalizar. Só que como parceiro precisa apontar as demandas para o governo, considerando que cada deputado representa uma parcela da sociedade organizada, uma região ou um município. Tive votos em cidades como Vila Velha, Cachoeiro de Itapemirim, mas a minha realidade é de uma base eleitoral de 77% na região do Caparaó. Então é apontar para o governo essas necessidades.

 

Quais são os maiores desafios do Espírito Santo atualmente e como o senhor pode ajudar a resolvê-los?

Hoje temos problemas de infraestrutura, de valorização do agronegócio, do turismo, do ecoturismo, do agroturismo, ainda que tudo isso gere emprego e renda, e emprego e renda é outra dificuldade hoje. Nós (sul do Estado) precisamos dos incentivos fiscais que tem o Norte, lógico que lá também tem seus problemas. O Estado precisa de um crescimento sustentável, olhando os gráficos de IDH, para que sejam feitos os investimentos em municípios nos quais o índice precisa ser melhorado. Ninguém é feliz sozinho.

Nós temos um estado pequeno e complexo com montanhas a quarenta quilômetros do mar, mas com muitas potencialidades e riquezas. Precisamos, por exemplo, evoluir muito na segurança, o estado de insegurança é grande não só nos grandes centros, mas no interior também.

Viemos nos últimos seis anos com crise. O Espírito Santo, especialmente, perdeu royalties de petróleo, perdeu Fundap. Ninguém percebe a olho nu, mas se olhar nos gráficos de arrecadação, perdeu muito nesse período. A função do próximo governador será dura. Acredito em um primeiro ano muito difícil.

 

O senhor foi da coligação do governador eleito; como será a relação com o Executivo na hora de aprovar os projetos?

Vai ser uma relação de respeito, de parceria. Serei um deputado para apresentar soluções. Não podemos pensar no Estado dividido, tem que pensar na união de forças, na união política, de setores organizados, de associações, de clubes serviços, de cooperativas.

 

Tem interesse em ocupar qual comissão da Casa?

Ainda não defini isso. Quero dialogar bastante, ouvir algumas pessoas. Sou de uma região que tem uma preocupação com o turismo. Nossa geração de emprego vem via a agricultura familiar, agroindústria, agronegócio, turismo de evento e ecoturismo. Acredito que agricultura e turismo são dois pontos importantes, mas sem nenhuma obsessão, quero contribuir e ver o Estado evoluir, apontar para o Estado os pontos nevrálgicos que precisam ser atacados imediatamente.

 

Já tem ideia de projetos a serem apresentados?

Algumas coisas pensadas, mas que preciso tornar realidade, para que possa chegar na casa com umas ideias para serem apresentadas já nas primeiras sessões.

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