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Música: instrumento de desenvolvimento linguístico e social de crianças e jovens

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A musicalidade está presente na rotina das pessoas desde os primeiros dias de vida do bebê que ouve as melodias das canções de ninar, facilitando seu sono e acalmando o choro. Além do divertir e relaxar, a música é uma importante ferramenta no desenvolvimento das crianças e na socialização com família e amigos.

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A fonoaudióloga Cinthya Falquetto Mauro explica que a música agrega, naturalmente, ao desenvolvimento infantil a possibilidade de integração social, expressão vocal, gestual e corporal, memória, concentração, regras e limites. Entre tantos outros benefícios, ela é responsável pelo desenvolvimento da linguagem.

“Incentivar a criança à musicalização desde pequena, seja através de brincadeiras simples como bater a colher em tampas de panela ou através do aprendizado de um instrumento musical, favorece que ela produza padrões de atividade cerebral que serão pré-requisitos para o desenvolvimento da fala, da linguagem, da leitura e da escrita”, conta Cinthya.

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De acordo com a fonoaudióloga, o contato com a musicalização e instrumentos musicais também trazem benefícios nos processos de aprendizagem de leitura e escrita dos alunos. “A música auxilia também no desenvolvimento neuropsicomotor, proporcionando maior facilidade no aprendizado da leitura/escrita, uma vez que favorece a percepção sonora, ritmo, melodia, prosódia aspectos fundamentais para o desenvolvimento da consciência fonológica necessária para a criança na fase da alfabetização”, acrescenta a especialista.

 

Música na sala de aula

Professores e fonoaudiólogos são unânimes em afirmar que a música é um poderoso instrumento no desenvolvimento linguístico e social dos estudantes. A professora Lúcia Helena Alves Ribeiro Larrieu conta que na sua prática de sala de aula a música é uma possibilidade de aproximar os alunos dessa linguagem, que considera extraordinária e integradora, tornando assim, uma grande oportunidade de estreitar vínculos e de ampliar o vocabulário linguístico.

“Aproveito o trabalho com poemas para que a música apareça como experimentação poética. Em outras situações, o trabalho musical acontece como forma de resgate de cantigas de roda e de músicas de qualidade, de grandes artistas que precisam ser apreciadas pelas crianças. Às vezes eu canto e toco com os alunos apenas para relaxar. Música também relaxa, acalma, emociona e diverte! Ela faz bem na rotina da sala de aula. É preciso cantar muito na escola, especialmente com os alunos pequenos”, salienta Lúcia Helena.

A professora explica que o trabalho com a musicalidade proporciona integração entre os estudantes mas também com os colegas de trabalho. “Tive uma experiência muito bacana na Noite Cultural de 2018, na Coopeducar, juntamente com alguns colegas de trabalho que também tocam. Fizemos um coral com as crianças. Homenageamos a MPB. Os alunos puderam conhecer um pouco sobre o movimento e os artistas. Foi lindo ver os meninos cantando Gil, Chico e Caetano”, relata.

 

 

Educação Especial

A musicalização também está presente na educação de crianças e jovens com necessidades especiais, que apresentam respostas significativas com o uso da música em terapia. “Na fonoaudiologia, a musicalidade é muito utilizada em terapia seja ela na estimulação precoce, nos atrasos e/ou distúrbios da fala, comunicação oral e/ou escrita, no trabalho com crianças com necessidades especiais; para trabalhar desde os sons onomatopeicos (muitas vezes os primeiros a serem produzidos pela criança no desenvolvimento linguístico), até outros aspectos necessários para o desenvolvimento integral do ser humano”, explica Cinthya que também é fonoaudióloga na Apae de Venda Nova.

A professora Lúcia Helena lembra que foi na Educação Especial que iniciou com a música nas atividades com seus alunos. “Minha primeira experiência com música em escola foi em 2002, quando trabalhei na Apae de Venda Nova. A possibilidade de tocar violão e cantar com os alunos foi uma possibilidade de estreitar os vínculos com eles e de oferecê-los a oportunidade de uma outra forma de expressão e de vivência com outra linguagem. Foram momentos valiosos!”, lembra a professora.

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