Política Nacional

'Agora sei que vou para a prisão', diz Battisti ao desembarcar na Itália

COMPARTILHE
13

Cesar Battisti desembarcou na Itália aparentando tranquilidade e como se não estivesse sendo levado para a prisão depois de 40 anos como fugitivo, de acordo com a imprensa do país. O jornal La Repubblica reproduziu as primeiras palavras de Battisti em solo italiano: “Agora sei que vou para a prisão”. Ele foi preso no sábado, 12, na Bolívia e desembarcou em Roma nesta segunda-feira, 14.

À Globonews, Haddad diz que não vai ser candidato a prefeito de São Paulo em 2020

Segundo colocado na disputa presidencial do ano passado, Fernando Haddad (PT) disse em entrevista...

Procuradoria denuncia 12 por corrupção em operações com recursos do Postalis

Os procuradores da força-tarefa Greenfield denunciaram 12 investigados por corrupção ativa e passiva, falsidade...

Indicação foi 'um gol de placa do presidente', diz Onyx sobre Eduardo

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta quinta-feira, 18, que aguarda a...

De acordo com o jornal italiano, Battisti também aparentou serenidade durante o voo, “sem sinais de desespero apesar de esperar pela prisão perpétua”. Falou sobre a vida e também sobre a fuga do Brasil para a Bolívia depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux suspendeu a liminar que impedia a prisão de Battisti no País. Battisti dormiu durante muito tempo no voo até a Itália.

O italiano ficará num presídio na periferia de Roma, com forte esquema de segurança, de acordo com o ministro da Justiça Alfonso Bonafede. O jornal Corriere della Sera informou que ele deverá ficar sozinho na cela, em uma área de segurança reservada para terroristas, e passará por seis meses de isolamento diurno.

Continua depois da publicidade

Condenação

Battisti deixou seu país depois de ser condenado por quatro assassinatos cometidos entre 1977 e 1979. Na Itália, foi primeiramente condenado por participação em bando armado e ocultação de armas a 12 anos e 10 meses de prisão em 1981. Mais de uma década depois, em 1993, teve a prisão perpétua decretada pela Justiça de Milão, em razão de quatro homicídios considerados hediondos contra um guarda carcerário, um agente de polícia, um militante neofascista e um joalheiro.

Após idas e vindas por França e México entre 1981 e 2004, chegou ao Brasil e foi preso em 2007. No último dia de seu segundo mandato, no entanto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu asilo político para o italiano e impediu sua extradição.

Estadao Conteudo
Copyright © 2019 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Publicidade