Economia

Sob influência de NY, Ibovespa fecha em baixa de 0,82%

COMPARTILHE
9

A volatilidade dos ativos no cenário internacional exerceu influência direta sobre o desempenho das ações brasileiras e o Índice Bovespa fechou aos 88.115,07 pontos, em baixa de 0,82%, depois de ter subido até 1,28% mais cedo. Refém da instabilidade das bolsas americanas, o índice brasileiro terminou a semana com perda de 1,55%.

Anac: MP sobre capital estrangeiro tende a aumentar competição no setor aéreo

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) considerou a medida provisória que retira a...

ANP revisa previsão de produção de petróleo para 7,5 milhões de bpd em 2030

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), informou nesta...

Ford prevê que venda de veículos novos no Brasil crescerá de 10% a 12% em 2019

A Ford estima que a venda de veículos novos no Brasil deve crescer de...

As bolsas de Nova York registraram fortes perdas, principalmente no período da tarde, em meio a temores renovados em relação às relações comerciais entre Estados Unidos e China, além das incertezas quanto ao ritmo da economia americana e a política monetária do Federal Reserve. O contraponto do dia foi o petróleo, que chegou a subir mais de 5% e manteve as ações da Petrobras em alta, o que amenizou a baixa do Ibovespa.

No cenário doméstico, geraram desconforto os ruídos entre integrantes do PSL, partido do presidente eleito, Jair Bolsonaro, além das suspeitas de movimentações financeiras irregulares de pessoas ligadas ao novo governo. Segundo analistas ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o investidor doméstico tem buscado manter o foco na aposta na futura equipe econômica e na expectativa de encaminhamento de reformas estruturais. O estrangeiro, por sua vez, segue retirando recursos gradativamente do mercado brasileiro.

Continua depois da publicidade

“A bolsa doméstica tem sido refém do cenário internacional e aqui dentro o noticiário não ajuda. O noticiário interno é positivo naquilo que já era positivo: inflação controlada, balança comercial, balanço de pagamentos… Mas no que diz respeito a reformas, nada se resolve e o que se vê é o PSL batendo cabeça”, disse Alvaro Bandeira, economista da Modalmais.

À tarde, o humor dos investidores estrangeiros mudou depois de declarações que trouxeram de volta o temor de retomada da guerra comercial e de tensões geopolíticas envolvendo os EUA. O diretor do Conselho Econômico Nacional do governo dos Estados Unidos, Larry Kudlow, afirmou que a gigante tecnológica Huawei vem violando as sanções de Washington ao Irã e, por isso, foi advertida. Além disso, o diretor do Conselho de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, defendeu a política de tarifas de Donald Trump, “feita para defender o país das práticas”.

No mercado de petróleo, a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados anunciaram ter decidido cortar a sua produção conjunta em 1,2 milhão de barris por dia (bpd) em relação aos níveis de outubro de 2018. As ações da Petrobras terminaram o dia com ganhos de 1,64% (ON) e de 0,73% (PN). O viés negativo foi dado pelas ações da Vale (-1,93%), siderúrgicas e do setor financeiro. Nesse último grupo, destaque para Banco do Brasil ON (-0,77%) e Bradesco ON (-1,29%).

Paula Dias
Estadao Conteudo
Copyright © 2018 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Publicidade