Esporte Nacional

Ricardo Rocha admite que Nenê foi 'mimado' no São Paulo e defende Raí

COMPARTILHE
21

Ex-coordenador de futebol do São Paulo, Ricardo Rocha, que esta semana acertou um compromisso para assessorar o Criciúma, comentou nesta quinta-feira sobre alguns episódios da sua passagem pelo Morumbi, entre eles a insatisfação de Nenê quando foi para a reserva, que na sua avaliação foi “mimado no clube, e a demissão do técnico Diego Aguirre a cinco rodadas do fim do Campeonato Brasileiro.

Lewis Hamilton segura Verstappen, supera pneus desgastados e vence em Mônaco

Lewis Hamilton está imbatível e segue provando que não é pentacampeão à toa. Neste...

Com Neymar, Tite fecha primeiro treino da seleção brasileira em Teresópolis

A seleção brasileira realizou na manhã deste domingo o primeiro treino fechado desde que...

De volta a Roland Garros, Federer estreia com vitória tranquila sobre italiano

A edição 2019 de Roland Garros começou neste domingo com retorno de Roger Federer...

Nenê externou mais de uma vez sua insatisfação quando não foi escalado ou saía no decorrer das partidas. A gota d’água veio em duelo com o Flamengo, em 4 de novembro, quando ficou no banco o tempo inteiro e, irritado por não ter sido utilizado, deixou o Morumbi rapidamente, antes de todo o restante da equipe, sem falar com a imprensa. “Houve algumas insatisfações. Vimos uma. Nenê”, disse Ricardo Rocha, durante entrevista ao SporTV. Questionado se Nenê havia sido “mimado”, ele respondeu: “Foi, foi, sim”.

Ricardo Rocha mencionou também a demissão de Aguirre e confirmou que não participou da reunião na qual se decidiu pela saída do uruguaio, desligado do clube em 11 de novembro. “Faltavam cinco rodadas, e eu falei isso para o Raí e algumas pessoas. Se eu estivesse na reunião, eu tentaria que não derrubassem o Aguirre. Tinha diretor de futebol, que responde por todos nós, que é o Raí. Em momento algum, nós falamos sobre queda de treinador. Raí estava muito triste, eu também, o time estava jogando muito mal. Mas o Aguirre foi importante para a gente”, afirmou o ex-zagueiro.

Continua depois da publicidade

Ele declarou que defendia a permanência de Aguirre, mas garantiu apoiar o trabalho de Raí como diretor de futebol. “Não quer dizer que eu não queria o (André) Jardine. Acho que capacidade ele tem, poderia assumir depois. Se eu estivesse nessa reunião, deixaria (o Aguirre) os cinco jogos. Depois, o Raí foi massacrado”, emendou. “Poderia ter esperado. Essa crítica era uma coisa que a gente não queria. A gente tentou manter Dorival (Júnior), não deu, ele também tinha problemas particulares. Acontece que o Aguirre foi muito bem. Não precisava ter esse tipo de problema. A gente ia ter a crise, aumentamos essa crise. E vou dizer: estou com Raí para o que der e vier, todas as definições. Raí vai errar, mas vai acertar muito mais. O trabalho dele é ótimo no São Paulo.”

Ricardo Rocha também comentou as recentes declarações do zagueiro Rodrigo Caio, que disparou contra Aguirre e não descartou deixar o clube, cansado das críticas que recebe da torcida. “É uma opinião do Rodrigo, você tem que respeitar. É jogador importante para o São Paulo, mas naquele momento o Aguirre achava que era o quarto zagueiro. Rodrigo ficou muito tempo parado. Ele teve proposta boa antes da Copa, ficou porque esperava ser convocado. Ele é ótimo jogador. E digo mais: por essa declaração dele, é bom ele sair. Ele tem que sair, ou emprestado ou vendido, porque tem muita bola. Voltar à seleção brasileira. Falei para ele. Ele precisa mudar a cabeça dele. É a pressão que é muito grande. Tudo que dá errado é Rodrigo. E não é assim. Tudo não pode ser ele.”

Estadao Conteudo
Copyright © 2018 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Publicidade