Economia

Saudita diz que cortar produção de petróleo em 1 milhão de bpd seria suficiente

COMPARTILHE
11

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados que não integram o cartel – conhecidos coletivamente como Opep+ – ainda não chegaram a um acordo para a redução de sua produção combinada, afirmou hoje o ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid Al-Falih.

Emplacamentos de janeiro a novembro sobem 52,58% em um ano, diz Anfir

O número de emplacamentos de implementos rodoviários de janeiro a novembro deste ano cresceu...

Câmara de comércio exterior estabelece boas práticas para o setor

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior publicou nesta segunda-feira, 10,...

Fusões e aquisições crescem 26% e movimentam R$ 121,4 bi até setembro, diz Anbima

Os negócios envolvendo fusões e aquisições cresceram 26% até setembro em relação ao mesmo...

Segundo Al-Falih, um corte de 1 milhão de barris por dia (bpd) seria suficiente para equilibrar os mercados de petróleo. O comentário frustrou expectativas de que a redução pudesse ser de até 1,4 milhão de bpd e levou os preços do Brent e do WTI a ampliar perdas em Londres e Nova York, chegando a cair 5% nos negócios da manhã.

Antes de seguir para uma reunião para discutir o possível corte, em Viena, Al-Falih disse que a Opep+ está considerando todas as opções, mas ressaltou que nem todos os participantes querem contribuir para a redução e que o ideal seria que nenhum país ficasse isento dos esforços de controlar a oferta. Al-Falih afirmou também que o eventual corte poderá ficar em vigor até o terceiro trimestre de 2019.

Continua depois da publicidade

O ministro saudita comentou ainda que não precisa “de permissão de nenhum país estrangeiro” para reduzir sua produção, numa referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ontem apelou à Opep, em sua conta oficial no Twitter, que mantenha sua oferta “do jeito que está”. De acordo com Al-Falih, não há discussões em andamento com Washington sobre os preços do petróleo.

Al-Falih disse também que preferiria que o Catar permanecesse como integrante da Opep. No começo da semana, o Catar revelou planos de se retirar do cartel em 1º de janeiro, como parte de uma estratégia se concentrar na produção de gás natural.

A Opep deverá realizar coletiva de imprensa sobre o resultado da reunião em Viena a partir das 10h (de Brasília). Com informações.

Sergio Caldas
Estadao Conteudo
Copyright © 2018 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Publicidade