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Sem sinal de celular, comerciantes do Caparaó capixaba amargam prejuízos

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Comerciantes e moradores da região do Caparaó têm encontrado bastante dificuldade em relação ao sinal de telefonia móvel da Vivo. Já há algum tempo as ligações vem ficando mudas, há a interrupção do sinal, e a internet fica intermitente.

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Comerciantes e moradores de várias cidades do Sul do Estado relatam o problema com a telefonia móvel. Ronaldo Neves dos Santos, presidente da Associação de Moradores de Patrimônio da Penha e vereador de Divino São Lourenço reclama da prestadora de serviço.

“Em Patrimônio da Penha estamos praticamente sem sinal. Contabilizamos diversos prejuízos financeiros, já que as máquinas de cartão não funcionam. As ligações ficam mudas, são interrompidas. Somos uma localidade que vive de turismo. Estamos perdendo muito com este descaso”, diz o vereador.

Quem também reclama do péssimo serviço prestado pela operadora é o comerciante Francisco de Assis Coelho, de Patrimônio da Penha, município de Divino São Lourenço. “Estamos com sinal da Vivo falhando há 30 dias, os telefones não funcionam. Temos duas máquinas de cartão de crédito que não funcionam. Já liguei para a operadora relatando que estamos em uma área turística onde 90% das pessoas usam cartão, e que estamos perdendo muitos clientes”.

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Taynara Barreto, assessora de comunicação da Prefeitura de Alegre, diz que, para não ficar sem sinal, mantém uma linha de outra operadora. “Temos dificuldades de comunicação aqui na cidade com a Vivo. Não pode cair um pingo que o sinal fica péssimo, qualquer chuvinha o sinal fica ruim. Por isso, mantenho outro número caso eu necessite de comunicação”, conta.

Em Bom Jesus do Norte, Apiacá e São José do Calçado, o problema também foi constatado. “Temos algumas torres que ficam entre Bom Jesus do Norte, Apiacá e São José do Calçado, além de torres da cidade de Bom Jesus do Itabapoana, no Rio de Janeiro. Contudo o sinal da operadora é muito ruim, e não entrega o que promete. E para piorar, as outras não funcionam”, explica o jornalista Carlos Jorge.

Em Guaçuí, quem reclama da Vivo é a estudante universitária Sara Borges. “Sempre que chove o sinal, que já é ruim, fica pior. A ligação fica muda, fica cortando, a internet não funciona direito. Fico muito receosa de, quando for algo importante, não ter como usar uma coisa que pagamos caro”, reclama.

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Em Ibitirama, o prefeito Reginaldo Simão de Souza conta que o sinal de telefonia móvel também está muito ruim. “Não conseguimos concluir uma ligação se quer, sem cortes. Estamos no meio de uma ligação e de repente, a ligação fica muda por vários segundos e às vezes, até mais de um minuto. Se a ligação for mais demorada, esses cortes acontecem mais de uma vez, até a ligação é encerrada sem que tenhamos concluído o assunto”.

Para Reginaldo Simão, a empresa já teve tempo suficiente para solucionar estes problemas. “Penso que a empresa Vivo já teve tempo mais que suficiente para reparar esse problema que já se tornou uma grande falta de respeito com seus clientes. Sinceramente, espero que a Vivo tome as devidas providências para uma solução rápida para esse problema”, finaliza.

O que diz a empresa

A reportagem fez contato com a assessoria de comunicação da empresa Telefônica, que solicitou prazo até quarta-feira para se manifestar sobre a questão.

De acordo com Bruna Ramos, responsável pelo plantão da Vivo, devido ao feriado ao feriadão da Proclamação da República e pelo fato de amanhã (20) ser feriado em São Paulo, os profissionais responsáveis por elaborar um parecer técnico não estavam disponíveis para responder as questões levantadas pela reportagem.

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