Muniz Freire

“O ônibus não tinha condição de viajar”, diz jovem que perdeu noiva em acidente com universitários

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Divulgação
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O acidente ocorrido na noite de quinta-feira (22), na rodovia ES-181, na serra do distrito de Anutiba, entre Muniz Freire e Alegre, que deixou duas universitárias mortas e dezenas de feridos, ainda gera polêmicas quanto à regularidade do veículo e do motorista para atuar no transporte.

O noivo de Thereza Fausta da Silva Neta, de 20 anos, uma das vítimas que morreu no acidente, e que também é sobrinho do condutor, afirmou que o ônibus não apresentava condições de efetuar o transporte. “Por várias vezes tive que deslocar mais de 100 km, para que ela não perdesse aula, por defeitos do ônibus. Ele já parou na estrada, largou as pessoas. O ônibus não tinha condição de viajar. O que aconteceu foi uma fatalidade, mas o ônibus não tinha condição de sair da cidade. Eu estou sem chão, porque é minha namorada, minha futura esposa, ela era minha base”, se emociona.

O Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran/ES) emitiu nota à imprensa informando que tanto o motorista quanto o ônibus não são credenciados juntos ao órgão.

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De acordo com o Detran, “o veículo não está credenciado ao Detran/ES para o transporte escolar, nem tem registros anteriores para a prestação desse serviço. O condutor citado também não está credenciado como condutor de veículo destinado ao transporte de escolares”.

O órgão recomenda que as pessoas busquem informações sobre a regularidade do transporte oferecido. “Para isso, basta ter a placa do veículo e o nome ou CPF do condutor”, diz o texto.

A empresa

Por meio de nota os advogados da empresa JR TUR e do motorista do ônibus, Elaine Gonçalves Sobreira e Vinícius Pavesi Lopes, se manifestaram. Quanto à documentação para o transporte de pessoas, os advogados disseram que a empresa estava regularizada, uma vez que não é necessário preencher os requisitos legais exigidos para o transporte escolar, já que o tipo de transporte executado neste caso, não se obriga a vinculação legal da definição de transporte escolar. “A contratação para o transporte realizado, refere-se à contratação privada, promovida por pessoas maiores e capazes, que se deslocam às universidades da cidade de Alegre, no período noturno, não havendo qualquer vínculo com o ente público”.

A nota também fala que o veículo fazia revisões periódicas. “Quanto à manutenção do veículo, o mesmo era submetido a revisões periódicas junto às oficinas no município de Cachoeiro de Itapemirim, conforme documentos que estão sendo entregues à autoridade policial competente”, informa.

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