Economia

Fed e política dos EUA direcionam negócios e bolsas de NY divergem

COMPARTILHE
9

Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta quinta-feira, 8, sem direção única, com os agentes digerindo a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e a possibilidade de novos estímulos à economia dos Estados Unidos por meio de investimentos bipartidários em infraestrutura.

Líbia diz que produção de petróleo do país mais que dobrou desde junho

A Líbia produz 1,28 milhão de barris por dia atualmente, afirmou o diretor da...

Maldaner diz que equipe de transição quer votar autonomia do BC este ano

O deputado federal Celso Maldaner (MDB-SC) afirmou nesta quarta-feira, 14, ao Broadcast, sistema de...

Bolsas de NY fecham em baixa, monitorando desaquecimento da economia global

Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta quarta-feira, 14, em baixa, em um...

O índice Dow Jones encerrou o dia em alta de 0,04%, aos 26.191,22 pontos; o S&P 500 recuou 0,25%, aos 2.806,33 pontos; e o Nasdaq apresentou perda de 0,53%, aos 7.530,88 pontos.

O vaivém nos principais índices de ações nova-iorquinos começou no início do pregão à medida que os investidores realizaram lucros em reação aos fortes ganhos registrados na quarta-feira, em um rali engatado após as eleições de meio de mandato nos EUA, que terminaram com um Congresso dividido e que passará a ter a Câmara sob domínio dos democratas a partir de janeiro, enquanto os republicanos irão manter o controle do Senado. “Ficamos um pouco surpresos ao ver que os mercados não se mostraram nervosos nem com o resultado das eleições nem com a demissão do procurador-geral Jeff Sessions. A remoção de Sessions certamente não garante que o vice-procurador-geral e o conselheiro especial Robert Mueller não sejam demitidos, o que achamos que causaria uma forte reação do mercado”, afirmou, em nota a clientes, o chefe de estratégia do NatWest Markets para Américas, John Briggs.

Continua depois da publicidade

As vendas de ações as quais Briggs aguardava vieram nesta quinta. Além de realizar lucros, os investidores aguardaram o comunicado da decisão de política monetária do Fed e passaram a precificar a possibilidade de uma aprovação dos investimentos em infraestrutura em um impulso conjunto firmado entre o presidente americano, Donald Trump, e a líder democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi (Califórnia). Durante a tarde, como esperado, o banco central americano não elevou as taxas de juros, mas continuou a sinalizar que a expansão da atividade econômica nos EUA se dá em nível forte e indicou que a perda de fôlego dos investimentos das empresas na passagem do segundo trimestre para o período entre julho e setembro não era algo preocupante.

De acordo com o diretor executivo da Macroeconomic Advisers, Ken Matheny, a caracterização do Fed de que as condições financeiras continuam fortes “reforça nossa expectativa de que o Fed está preparado para aumentar os juros em 25 pontos-base na próxima reunião, em dezembro”. A reafirmação desse ponto vem ao mesmo tempo em que a volatilidade imperou nos mercados acionários globais em meio a perspectivas de desaceleração do crescimento econômico global. Entre os bancos, o papel do Goldman Sachs subiu 0,16%, o do JPMorgan avançou 0,81% e o do Bank of America teve acréscimo de 1,16%.

“A euforia de setembro se transformou em uma derrota em outubro para as bolsas. Há, contudo, razões para argumentar a favor de uma recuperação dos mercados acionários nesses últimos dois meses do ano, mas suspeitamos que o dano causado nas últimas semanas possa exigir um trabalho maior de ‘reparo'”, afirmou o estrategista-chefe de ações do Citi, Tobias Levkovich. Para ele, é provável que ocorram revisões para baixo nos lucros das empresas, o que limitará o potencial para os ganhos de curto prazo do S&P 500. No entanto, o Citi continua a acreditar que o índice chegará ao fim do ano nos 2,8 mil pontos.

Victor Rezende
Estadao Conteudo
Copyright © 2018 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Publicidade