Economia

Dólar contraria mercado externo e sobe 0,35% no dia, mas cai 2% na semana

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O dólar fechou a primeira semana após as eleições acumulando queda de 2,07%, a segunda semana consecutiva de desvalorização. A moeda começou a segunda-feira em forte queda, com os investidores animados pelos resultados do primeiro turno, e terminou a sessão desta quinta-feira, 11, em tom de cautela, por conta do feriado prolongado, o aumento da aversão ao risco no exterior e o cenário eleitoral no foco. O real acabou se descolando de outras moedas de emergentes e foi uma das poucas que perderam valor ante a moeda americana. O dólar à vista fechou em alta de 0,35%, a R$ 3,7763.

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O câmbio começou o dia com o dólar em queda, repercutindo a pesquisa do Datafolha mostrando Jair Bolsonaro (PSL) 16 pontos porcentuais à frente de Fernando Haddad (PT). Mas o quadro externo menos favorável, com o investidor fugindo do risco, alimentou uma queda da bolsa e a compra de dólar por estrangeiros. Na parte da tarde, operadores relatam que houve saída de um fluxo grande pelo canal financeiro, ajudando a pressionar ainda a moeda americana, que bateu sucessivas máximas, indo a R$ 3,7867.

O dólar tem resistido a cair abaixo do patamar de R$ 3,70. Para o gestor da Rosenberg Asset, Eric Hatisuka, como uma possível vitória de Bolsonaro já está em boa parte embutida nos preços, os investidores estão agora monitorando mais de perto as declarações do presidenciável sobre como pode ser seu governo. Ele ressalta que causou e ainda causa ruído a declaração do presidenciável de que a Eletrobras não deve ser privatizada. Já se esperava que o capitão reformado não fosse vender a Petrobras e o Banco do Brasil, mas não a empresa de energia elétrica, que já estava no programa de venda do governo de Michel Temer, ressalta Hatisuka. “Com isso se abriu espaço para um rebalanceamento de preços”, afirma o gestor. Na tarde desta quinta, Bolsonaro disse não ser de extrema direita.

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A estrategista da gestora BlackRock, Isabelle Mateos y Lago, ressalta em relatório nesta quinta-feira que, com a possível vitória de Bolsonaro no segundo turno já sendo precificada, a expectativa é pela continuidade da agenda de reformas. Para os preços dos ativos em prazo mais longo, tudo vai depender da habilidade do novo governo de lidar com os problemas fiscais e estruturais do Brasil. “A abordagem do novo presidente sobre a reforma da Previdência e os gastos públicos serão cruciais em determinar o potencial de crescimento do Brasil”, destaca a estrategista.

Altamiro Silva Junior
Estadao Conteudo
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