Eleições 2018

“O Brasil é nosso, do povo que acorda cedo e paga seus impostos”, afirma a candidata a federal Fayda Belo

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Foto: Wanderson Amorim
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A advogada Fayda Belo, 36 anos, (PP), é exemplo de superação. De família simples, quando tinha um ano de idade teve que conviver com conflitos familiares. Seu pai vendeu a casa em que moravam, no bairro Amaral, em Cachoeiro de Itapemirim, e sua mãe teve que ser internada na Clínica Santa Isabel.

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Até aos 8 anos, Fayda foi criada pelas tias e era ajudada por vizinhos e professores com roupas e comida. Sua mãe conviveu com ela, após receber alta médica, dos 8 aos 15 anos, mas acabou falecendo após esquecer que já tinha tomado seus remédios controlados e repetir a dose, o que provocou uma overdose.

Aos 25 anos, por incentivo do marido André, Fayda concluiu os estudos no Centro Educacional de Jovens e Adultos (EJA), obteve boa nota no Enem e conseguiu uma bolsa de estudos pelo Prouni. Em 2014, antes mesmo de concluir a faculdade de Direito já tinha sido aprovada com nota máxima no exame da OAB se tornando advogada.

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Agora, o objetivo de Fayda é poder ajudar o próximo, servindo como exemplo de superação, na Câmara Federal. Confira a entrevista com a candidata a deputada federal.

AQUINOTICIAS.COM – Por que decidiu ser candidata a deputada federal?

Fayda Belo – Vários amigos chegaram até mim e disseram que a política precisa de pessoas como eu, que conhece a realidade do povo, que já esteve em várias classes e áreas,de gente que seja 8e 80. Sou uma mulher de garra, que não foge de uma ótima briga. Na verdade eu estou aqui para ver se consigo ajudar, porque sou igual a todo brasileiro que está cansado de ser enganado, enrolado, de colocar o voto lá para quem chega e esquece que na verdade ele está lá para poder representar a gente e não porque arrumou emprego. Vi estudos que este ano muita gente não vai às urnas. Por onde eu ando digo que o Brasil não é deles, o Brasil não é do político que rouba e faz errado.O Brasil é nosso,do povo que acorda cedo e paga seus impostos. Então vamos tirar eles de lá e colocar gente honesta, que realmente vai lá para poder dar uma ajuda, de uma forma séria e honesta.

Como você vê a política brasileira?

Atualmente, o Brasil convive com períodos de instabilidade a cada dois anos. As eleições trazem, ao mesmo tempo, a esperança de mudanças e a incerteza da vertente a ser seguida pelos eleitos. São períodos de paralisia nacional. Além disso, temos ainda os candidatos que fazem da política uma profissão. Elegem-se para determinado cargo e na primeira oportunidade se candidatam para outro, não honrando os compromissos firmados com a população.É possível e é preciso mudar isso.

Quero propor a unificação das eleições, pois ela trará ao país a necessária estabilidade política para que os eleitos possam governar com tranquilidade e colocarem em prática os seus planos de governo, alinhando o planejamento dos trabalhos e racionalizando a execução das políticas públicas conjuntas entre os entes federativos, bem como proporcionando uma disputa equilibrada e mais econômica.

O político hoje é taxado pela maioria da população de corrupto. Você tem alguma proposta para combater crimes praticados por políticos?

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que o Brasil perde aproximadamente R$ 200 bilhões por ano em decorrência de atos de corrupção.A solução para um problema tão grande passa necessariamente pela valorização e estruturação dos órgãos de controle interno e externo, além da implementação de uma legislação eficaz e moderna. O Combate a corrupção também é o nosso compromisso.

Você tem como base de superação em sua vida a educação. Qual o seu olhar para esta área?

O sonho de muitos brasileiros é poder ingressar no ensino superior. Como é de conhecimento geral, nos últimos anos o acesso à educação superior no Brasil se tornou mais fácil com a implementação de diversas políticas públicas como o PROUNI, FIES, entre outros programas. Ocorre que é preciso criar condições para que todos os alunos da educação superior tenham as mesmas oportunidades. Para tanto, entendemos que a unificação das grades curriculares do ensino superior trará equidade ao processo educacional, ao passo em que também proporcionará a certeza de que, em qualquer parte do Brasil, o aluno poderá continuar cursando a sua graduação sem maiores percalços. Ressalta-se que a adoção da grade unificada também contemplaria os espaços necessários à implementação de conteúdos importantes regionalmente, criando uma matriz que contemple as diferenças regionais sem trazer prejuízos aos alunos.

A saúde é hoje um grande problema no país. Em Cachoeiro, por exemplo, nossos hospitais são filantrópicos, sobrevivem de doações, repasses do SUS e de emendas parlamentares. Você tem alguma proposta para esta área?

Um dos principais problemas da saúde no Brasil atualmente é a ineficácia da saúde primária no interior. Em diversas cidades a problemática é a mesma: faltam médicos! Isso ocorre por que geralmente, nos grandes centros, os salários e as condições de vida são muito mais atrativos do que no interior. Por isso, entendemos que o aluno formado em medicina pela rede pública deve dar uma contribuição à sociedade.

A proposta realizada pelo MEC de obrigatoriedade de atuação na rede pública, que até hoje não saiu do papel deve ser transformada em lei.E mais: devemos criar uma legislação que abranja as diferenças regionais, bem como torne atrativa a interiorização do exercício da medicina. Somente assim, poderemos reverter o quadro caótico em que se encontra a saúde no Brasil.

A minha principal bandeira é a valorização do professor. Eu sou fruto do amor e dedicação dos meus professores. Batalharei incansavelmente para alterar a lei do piso nacional do magistério, que apesar de representar grande avanço, somente delegou aos municípios e aos estados o dever de pagar o piso sem indicar a fonte dos recursos. Por isso, muitos municípios cumprem o piso, mas não conseguem garantir o cumprimento de um plano de carreira digno. É preciso rever o pacto federativo, trazendo a educação como o centro do desenvolvimento do país.

Qual o recado que você dá para o eleitor?

Atuar na Câmara Federal não é uma tarefa fácil. É preciso ter coragem, é preciso ter força, é preciso ter raça. Mais do que isso, é preciso conhecer a realidade da população. Eu sei de onde eu venho, eu conheço a realidade da população mais humilde, assim como conheço os anseios da população. Pelo meu trabalho, consigo transitar por todas as classes. Consigo conversar e ouvir histórias de diferentes pessoas, de diferentes raças, diferentes religiões. É assim, levando essa vasta experiência de vida, que pretendo atuar na Casa do Povo. Fazendo verdadeiramente que este, o povo, veja os seus anseios lá representado. Coloco-me a serviço do povo e da nação na busca por dias melhores!

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