Espírito Santo

ES vai receber recurso do Fundo Amazônia para execução do Cadastro Ambiental Rural

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Foto: Leonardo Duarte/Secom
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O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) assinou, nesta terça-feira (11), durante solenidade no Palácio Anchieta, contrato para receber recurso do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para execução do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Com investimentos de cerca de R$ 17 milhões, o objetivo é cadastrar gratuitamente os imóveis rurais com até quatro módulos fiscais – que representam 90% das propriedades do Estado.

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Com o recurso, deverão ser inscritas no CAR em torno de 60 mil propriedades rurais. O projeto também contemplará a validação do cadastro dos imóveis rurais do Estado.

“É um investimento de uma operação de crédito com o BNDES que conta com uma contrapartida de pouco mais de R$ 200 milhões e totaliza mais de R$ 700 milhões de investimentos em mobilidade humana”, destacou o governador Paulo Hartung.

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Segundo o diretor-presidente do Idaf, Júnior Abreu, a meta é que 100% das pequenas propriedades (em torno de 124 mil) estejam devidamente inscritas e validadas até o fim do projeto. “Já temos um dos maiores índices de validação dos imóveis do CAR, uma vez que os demais estados executam apenas a inscrição, deixando a validação para uma etapa posterior. Este reforço será fundamental para alavancarmos os números do Estado”, disse.

O CAR é obrigatório para todos os imóveis rurais (propriedades ou posses) públicos ou privados, e o prazo determinado pelo Ministério do Meio Ambiente vai até 31 de dezembro de 2018. Por meio do Cadastro Ambiental Rural é possível ter as informações sobre o uso do solo de cada propriedade rural, uma vez que são mapeadas e identificadas áreas de vegetação nativa, Áreas de Preservação Permanentes (APPs), além de serem demarcadas as áreas de reserva legal. Os dados possibilitam o controle, monitoramento e planejamento ambiental no Estado.

A inscrição no CAR é o primeiro passo para a obtenção de qualquer licença ambiental para uso ou exploração dos recursos naturais das propriedades rurais. Além disso, resolução do Banco Central determina que, após o fim do prazo, só terão acesso a financiamentos bancários as propriedades rurais inscritas no CAR.

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