Segurança

Audiência de custódia mantém assassinos de policial de Cachoeiro na prisão

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Durante audiência de custódia realizada na tarde de domingo (2), a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva dos envolvidos no assassinato do policial civil Elias Borrete Mariano, de 51 anos. A decisão é do juiz Frederico Ivens Mina Arruda de Carvalho.

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Elias foi morto com oito tiros na madrugada de sexta-feira (31) enquanto dormia. O crime foi planejado por sua esposa Cristiane Caldeira Burock, de 37 anos e seu amante, Giovani Gama de Oliveira, 38. O executor do crime, Felipe Barbosa da Silva, teria recebido R$ 1 mil para cometer o homicídio.

 

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Segundo o Chefe da Regional Sul, delegado Faustino Antunes, a esposa esperou o marido dormir e deixou o portão da casa e a porta aberta. Ela enviou mensagem para Geovani, que acionou Felipe e entrou na casa, no bairro Rui Pinto Bandeira, durante a madrugada.

Apesar de estar armado com uma pistola, Felipe utilizou a arma do policial para praticar o crime. Foram oito disparos contra a vítima. Ele fugiu em uma viatura descaracterizada levando a arma do investigador e outros pertences que estavam junto.

O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas o policial morreu no local.

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Relembre o caso

O assassinato do policial civil Elias Borrete Mariano, de 51 anos, foi planejado pela sua própria esposa, Cristiane Caldeira Burock, 37, e seu amante, o motorista de Uber Geovani Gama de Oliveira, 38. A confirmação foi passada em coletiva de imprensa na tarde de hoje (31) pelo secretário da Segurança Pública, Nylton Rodrigues, o delegado geral da PC, Guilherme Daré, o superintendente de Polícia Regional Sul, o delegado Faustino Antunes Simões Filho e o titular da DHPP Felipe Vivas.

 

De acordo com a Polícia Civil, Cristiane planejou o crime junto com o seu amante, o motorista de Uber Giovani Gama de Oliveira. Eles contrataram outro comparsa, Felipe Barbosa dos Santos, que recebeu R$ 1 mil para cometer o assassinato.

Segundo o Chefe da Regional Sul, delegado Faustino Antunes, a esposa esperou o marido dormir e deixou o portão da casa e a porta aberta. Ela enviou mensagem para Geovani, que acionou Felipe e entrou na casa, no bairro Rui Pinto Bandeira, durante a madrugada.

Apesar de estar armado com uma pistola, Felipe utilizou a arma do policial para praticar o crime. Foram oito disparos contra a vítima. Ele fugiu em uma viatura descaracterizada levando a arma do investigador e outros pertences que estavam junto.

O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas o policial morreu no local.

Prisão

Poucas horas após o crime, ainda de madrugada, a viatura da PC furtada pelo criminoso foi localizada em Atílio Vivácqua, no bairro Alto Niterói. Foram recuperadas ainda, as armas uma pistola .40, da Polícia Civil, e, uma 380 de uso particular da vítima, munições, carregador, algema, dentre outros objetos. 

Pela manhã, após operação conjunta entre PC e PM, Felipe Barbosa dos Santos, o executor, foi preso em Muqui. As investigações prosseguiram e os depoimentos controversos da esposa do policial levaram à suspeita de que o crime teria sido planejado por ela e pelo amante Giovani há cerca de uma semana. A confirmação veio após uma força-tarefa de investigação que elucidou o crime em nove horas.

Segundo o chefe da regional, Cristiane e Giovani se conheceram em uma academia de ginástica há cerca de um mês. Durante encontro em um motel no dia anterior ao crime, Cristiane entregou o dinheiro para Geovani para pagar o executor do crime.

Ela chegou a afirmar que era ameaçada e agredida pelo marido, com quem foi casada por 10 anos. Porém, segundo Faustino, nunca houve registro de agressão contra o policial na Delegacia da Mulher. “Um filho dela de uma primeira união foi ouvido e, ao contrário do que ela disse, afirmou que o Elias era muito tranquilo e pacífico. Ela demonstrou total frieza durante os depoimentos”, afirmou Faustino. 

Os três foram autuados em flagrante por homicídio qualificado. Cristiane foi encaminhada para o presídio feminino, e Giovani e Felipe estão no Centro de Detenção Provisória, todos em Cachoeiro de Itapemirim.

O secretário de Segurança, coronel Nylton Rodrigues, ressaltou o rápido trabalho entre a PC e PM e cobrou dos políticos mais rigor nas leis de punição para crimes hediondos. “Queremos que os criminosos cumpram suas penas com todo rigor e que não sejam liberados depois de poucos anos de cumprimento.  Quem atenta contra um policial está atentando contra a sociedade. Ele é o Estado que protege o povo e quem faz isso com um policial tem que apodrecer na cadeia”, enfatizou Rodrigues.

 

 

 

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