Eleições 2020

"Oportunidade de ouro", diz Zé Carlinhos sobre candidatura de Rose ao governo

COMPARTILHE
Foto Fred Loureiro/Secom
397
Advertisement
Advertisement

O diplomata de carreira José Carlos da Fonseca Júnior, o Zé Carlinhos retornou à Casa Civil, no último dia 16 de agosto, de onde havia saído em abril para uma possível candidatura a deputado federal. A estratégia que deveria servir de apoio a possível reeleição do governador Paulo Hartung (MDB), não deu certo. E agora o secretário Estadual da Casa Civil se coloca como apoiador da senadora Rose de Freitas (Podemos).

Advertisement
Continua depois da publicidade

“Eu topei emprestar meu nome como candidato a deputado federal, na etapa derradeira das alianças. Não era a minha intenção, meu plano, minha família não queria, sabia que  era difícil porque não fiz uma preparação para concorrer ao cargo, mas para ajudar considerei. Também tínhamos  a expectativa de convencer o ex-prefeito de Aracruz, Ademar Devens (PMDB), para entrar no PSD e ser candidato a federal, mas ele não aceitou”, declarou.

Segundo Zé Carlinhos, o que houve não foi uma desistência, já que na prática nunca ouve uma candidatura. O que o secretário considerava era um cargo de vice na chapa de Rose ou a suplência de Amaro Neto como senador.

Os cenários políticos atuais segundo Zé Carlinhos, são obras de uma engenharia coletiva onde ele, como dirigente partidário (era então presidente do PSD) e peça fundamental da Casa Civil, era influencia certa para as articulações com partidos da base de PH. Inclusive, com a desistência do governador, ficou mais difícil montar o tabuleiro político.

Continua depois da publicidade

“Quando Paulo Hartung deixou de ser candidato abriu se uma espécie de vazio. Tentamos articular em tornos de lideranças de nosso grupo, como o senador Ricardo Ferraço, o vice César Colnago e o deputado Amaro Neto, mas fomos pressionados pela lógica das disputas proporcionais”, disse o secretário.

Zé Carlinhos é visto como articulador que facilita soluções para os aliados da base de PH. E conforme ele mesmo declarou, uma candidatura de deputado federal, mandato que ele já exerceu de 1999 a 2003, não era compatível com o momento que ele vivia na pasta da Casa Civil.

“Se eu tivesse sentado aqui como pré-candidato eu teria perdido a capacidade de me relacionar com os partidos, e teria dificultado meu trabalho de articulador institucional do governo”.

Advertisement
Continua depois da publicidade

Oportunidade de ouro

Do lado de Rose de Freitas como candidata ao governo, Zé Carlinhos garante que a senadora trará uma oxigenação para a política estadual.

“A candidatura dela é uma oportunidade de ouro, primeiro para sair do movimento ping-pong entre governador e ex-governador. Ela trará uma oxigenação, uma renovação para o Espírito Santo que nunca teve uma mulher como governadora, as mulheres encaram de uma forma melhor o mundo, com muita sensibilidade. A Rose tem uma longa história política, quando ela começou em 1982 eram raras as mulheres na política, uma jovem sem parentes importantes, sem padrinhos, desbravando a selva que é a política. Ela fez a trajetória dela no legislativo, e se diferencia porque é uma parlamentar focada em entregas concretas, como a entrega do aeroporto de Vitória, são vários os municípios que tem uma marca dela com uma obra, um equipamento, ela é uma espécie de mãezona dos municípios”

Na reta final do mandato o secretário garante que o governador deixa a casa organizada, e toda a estrutura deixada por PH deverá ser aproveitara, com políticas continuadas a fim de seguir com o plano de desenvolvimento do Estado. (Lorena Giordina/ADI)

 

Advertisement
Receba as principais notícias do dia no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta clicar aqui.