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Matéria Especial: os desafios de ser pai

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Foto: Bartira Zanotelli
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Os tempos são outros e essa história de que pai é menos importante que mãe já é ideia ultrapassada. Afinal, quem disse que eles só servem para pagar as contas?

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Diferente das gerações passadas é cada vez maior o número de pais que vem buscando uma atitude diferente em relação aos filhos. Saber da vida deles, participar das atividades do dia a dia e diminuir a jornada de trabalho são algumas mudanças que estes homens abraçaram para embarcar na difícil, mas extremamente gratificante, jornada da criação dos filhos.

Uma pesquisa organizada pela MenCare – organização ativista sobre paternidade presente em mais de 30 países – mostra que os filhos se tornam mais felizes e bem sucedidos quando os pais participam mais ativamente na educação das crianças.

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Segundo a psicóloga e reprogramadora biológica Marinéa Neves Telles, existem várias concepções de pai: o presente, o ausente, o carinhoso, o dedicado, o agressivo, o brincalhão e por aí vai.

Ela explica que, em função das transformações sociais, culturais e familiares ocorridas desde o século passado, a figura paterna passou e ainda está passando por mudanças significativas na sociedade. O homem não é mais apenas o provedor, o que paga as contas. Novos arranjos familiares surgiram dando flexibilidade aos papéis do homem e da mulher em relação à educação das crianças.

“Historicamente, até ao fim do século passado, o pai desempenhava, essencialmente, uma função educadora, disciplinadora e de provedor, com regras rígidas e repressivas. A interação com os filhos era reduzida, e participação nos cuidados diários com criança pouca, o que não cabe mais na sociedade nos dias atuais”, destaca Marinéa.

Segundo ela, o papel do pai é fundamental no que tange à proteção e segurança emocional.

“É sabido que a figura masculina tem grande relevância na formação da personalidade e identidade da criança desde a infância até a fase adulta. Crianças que não são submetidas a limites advindos do pai, irão buscá-los em tudo, e, quando já na fase adulta, amiúde os encontrarão em conjunturas conflituosas e perigosas como por exemplo: álcool, drogas e prostituição. A aplicação de limites se faz necessária da mesma intensidade que o amor e o incentivo para uma construção de um adulto saudável e seguro de si”, finaliza a psicóloga.

Ele é marinheiro de primeira viagem

Reorganizar uma vida inteira em nove meses. A chegada de um filho transforma toda a estrutura de um casal, da rotina à forma de encarar o mundo. O foco de um não está mais apenas no outro, há uma terceira vida em jogo à qual ambos deverão se adaptar.

Foi o que aconteceu com o empresário Ademar Possebom Pessini Junior, de 37 anos. No último dia 22 junho, nasceu seu primogênito, Raul. Ademar conta que as mudanças em sua vida começaram bem antes, com a descoberta da gravidez. Ele e a esposa, Bartira, iniciaram toda uma preparação para a chegada de Raul. Participaram de cursos, leram muito e assistiram diversos vídeos sobre o assunto.

Nada foi feito às pressas. “Acho que também pesou a favor da relativa tranquilidade o fato de ter sido uma gravidez decidida com calma entre mim e Bartira. Desde o começo, pudemos nos preparar para o que aconteceria”, explica Ademar.

Para ele, ter disponibilidade para dar à criança o cuidado que ela necessita, não sobrecarregar a mãe e participar do desenvolvimento do filho, têm sido o maior desafio de ser pai. Apesar de não ser muito adepto de datas comemorativas, ele garante que já encara o próximo domingo com lhos diferentes.

“Esta data vai ser especial, pois é uma experiência realmente única e maravilhosa. É bem o que dizem, a criança se desenvolve muito rapidamente e já dá para ver o quanto é bom estar perto nesses momentos. Não dá vontade de ficar nem um momento distante… aliás”, brinca o empresário.

Xodó das famílias

Primeiro neto dos dois lados da família, o pequeno Raul também conta com a atenção especial dos avôs. O paterno, Ademar Pessini, de 70 anos, faz questão de enfatizar que a chegada do neto lhe dará a oportunidade de fazer o que não pôde fazer com os próprios filhos, estar presente de verdade. “É excelente ser avô e poder passar o primeiro Dia dos Pais com o Raul, ainda mais porque, para este neto, vou poder dedicar bastante tempo, o que não pude fazer com os meus filhos. Quando meus filhos eram pequenos, eu não tinha muito tempo para eles, porque trabalhava muito, levantava de madrugada, a vida era muito difícil. Agora eu posso aproveitar bastante. E, quando estou longe dele, fico o dia inteiro olhando as suas fotos e os seus vídeos. É uma maravilha, graças a Deus”, conta o vovô, para lá de sorridente e orgulhoso.

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