Jerônimo Monteiro

DER e Defesa Civil visitam rodovia interditada em Muqui

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Na manhã deste sábado (16), o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-ES), Enio Bergoli, esteve na Rodovia ES 177, que liga os municípios de Muqui e Jerônimo Monteiro. O local está interditado desde a madrugada, no trecho da Serra da Aliança, devido a risco de deslizamento de encosta, decorrente da formação geológica da região. O diretor estava acompanhado do coronel Cerqueira e do major Pimenta, da Defesa Civil do Estado, de engenheiros do DER, além de lideranças e representantes das defesas civis dos dois municípios.

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Durante um sobrevoo de helicóptero na área, os técnicos puderam avaliar a situação da Serra e, neste primeiro momento, os especialistas ainda irão definir as melhores opções técnicas para a contenção. Após isso, será elaborado um projeto executivo de engenharia, que será a base para a contratação da obra de recuperação do local.

A rodovia está sinalizada desde o final da noite de sexta-feira (15) com cones, placas, faixas e outras barreiras, e a população dos dois municípios foi avisada da interdição durante todo o dia.

A situação vinha sendo monitorada pelos técnicos do DER, junto com especialistas de outros estados que já estiveram no local e avaliaram a evolução da instabilidade do solo. Porém, nas últimas semanas os técnicos identificaram uma forte evolução no processo erosivo, decorrente da formação geológica da região. Devido a essa avaliação o DER decidiu interditar o trecho, para evitar que em caso de novos deslizamentos houvesse algum acidente.

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“Tivemos um bom diálogo com as lideranças dos dois municípios, com moradores do Km 14, onde aconteceu o desmoronamento, e deixamos bem claro para todos que a interdição permanece e não há prazo para ela terminar. A situação é muito grave e será melhor aferida nos próximos dias”, disse Enio Bergoli.

Na terça-feira (19), especialistas das duas maiores empresas do Brasil de contenção de encostas, juntamente com a equipe especializada do DER, vão avaliar as medidas de engenharia para possível elaboração de projeto.

“Primeiramente, será preciso quantificar e avaliar quais os melhores métodos de intervenção, para depois contratar um projeto. E vamos viabilizar recursos para realizar uma obra que pelas indicações, será complexa”, completou Enio Bergoli.

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Porém, na segunda-feira (18), antes desse encontro com especialistas, os técnicos do DER responsáveis pela região se reunirão com os moradores das proximidades da área interditada, para avaliarem a possibilidade de criação de um desvio destinado ao tráfego local, uma vez que o trânsito estará totalmente interrompido nesse trecho. Serão feitos levantamentos topográficos com o objetivo de criar alternativas para o fluxo local na Região afetada pela interdição. O desvio foi uma proposição das lideranças e que o DER estará estudando e avaliando todas as possibilidades de criá-lo. As comunidades do entorno da Serra da Aliança compreenderam a interdição, devido so perigo de desmoronamentos no local.

“As características geológicas do local é de solo muito desagregado sobre rochas fragmentadas, Agora, se intensificou o processo erosivo e está avançando muito nessas ultimas semanas, conforme vínhamos monitorando. Por isso, para preservar vidas e evitar acidentes, foi preciso essa medida de interdição e continuaremos dialogando com as comunidades para criar mecanismos para que os transtornos se reduzam ao máximo possível. Estamos dando a maior clareza possível a esse problema, que é complexo”, finalizou o diretor-geral do DER.

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