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Especial Dia das Mães: Mãe é tudo igual, só muda de endereço. Será?

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/ por Lucia Bonino, Daniel Borges, Guilherme Gomes e Edézio Peterle

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Diz o ditado que mãe é tudo igual, só muda o endereço. Será que isso é mesmo verdade? Nossos repórteres foram até as ruas conversar com alguns filhos e mães e ver se é mesmo possível caracterizá-las de forma tão simples. O fato é que a maioria das mães tem comportamentos parecidos quando se trata de filhos. São brigonas em certo ponto, cobram, são ciumentas, mas acima de tudo amam. Afinal, qual delas já não se transformou  de amorosa e protetora a vilã total dos nossos fins de semana de juventude?

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A única coisa certa é a importância da mãe na criação dos filhos, e isso vale da gestação para a vida inteira. De acordo com a psicóloga Marinéa Neves Telles, a mãe suficientemente boa tem a capacidade de se adaptar de forma delicada e sensível às necessidades iniciais do bebê, estabelecendo uma relação com o ego do filho e facilitando para a criança crescer e conviver com suas ansiedades de forma saudável e suportável.

Completa

Em Guaçuí, Marcellus Areal diz que tem uma mãe completa. Segundo ele, a energia e força que o tornaram um adulto responsável, compreensível e que estimulou os filhos a se tornarem independentes veio dela. “Sou o que sou por tudo que apreendi com ela. Recebi amor e apoio em decisões. É uma mãe companheira, uma amiga em que posso confiar, compreende tudo. Acredita no filho, confia no filho, por saber que seguimos a educação que ela deu. Ela se sente confiança na gente”, diz Marcellus se referindo ao irmão Mario José areal.

Para ele, ter sido educado à base de amor e respeito pelo próximo foi seu maior aprendizado. “Ela é minha vida. Ela sempre estará acima de tudo em minha vida. É uma mulher que superou desafios, passou por cima de muita coisa, é meu exemplo de vida”, completa ele.

Exigente

De Cachoeiro, Eduarda Guidi diz que a mãe, dona Madalena, é uma mistura de mãe perfeccionista com mãe imprevisível. “Do seu próprio jeito, é bem autoritária com as regras da casa (limpeza e organização) e gosta de tá sempre controlando esses aspectos. Acho que isso fez com que eu crescesse e me tornasse uma mulher madura, persistente e que preza pelos compromissos firmados”, conta a filha.

“Por ouro lado, ela é meio imprevisível, seu lado ansioso e emocional sempre me revelou uma mãe preocupada com o bem-estar dos filhos, totalmente influenciada pelas emoções. Acho que essa preocupação excessiva tornou a mim e a meu irmão (Rafael Guide) dois adultos justos que têm empatia e respeito pelos outros, que se importam e procuram ajudar”, completa Eduarda.

Temporão

Sebastiana Leite Peterle, do interior de Marechal Floriano, teve o primeiro filho bem jovem, aos 20 anos. Seu primogênito foi filho único por mais de 20 anos. Foi quando Sebastiana, já com 43 anos, ficou grávida pela segunda vez e veio Mateus, hoje com quatro anos.

Segundo ela, os desafios e as diferenças de ser mãe novamente, após duas décadas, são grandes. Ela lembra das fraldas de pano usadas com o primeiro filho, substituídas pelas descartáveis com Mateus. Por outro lado, as condições materiais e opções são bem maiores nos dias de hoje.

“Meus filhos são bênçãos de Deus na minha vida. Mateus veio de forma inesperada, passamos grandes desafios no pós-parto, mas, hoje, estamos muito bem. Ele é meu companheiro de todas as horas, pois meu filho mais velho já está casado e morando em outra cidade”, conta Sebastiana

 

Parceira

Marsileti Barbosa Pereira, 47 anos, foi professora em séries iniciais durante 19 anos. Há dois anos, começou uma nova fase: de universitária. Ela é aluna do 4º período do curso de Letras/Português do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) no campus de Venda do Imigrante. Até aí tudo bem. O que pode ser considerado “incomum” é que um de seus colegas de turma é o filho mais velho, Stéfano Luiz, de 22 anos.

“Fui eu quem chamei minha mãe para fazer a prova do Ifes. Era o sonho dela estudar Letras. Eu falei que só iria fazer a prova de seleção do curso se ela fizesse. Eu fiz, na verdade, não foi nem por mim, mas para ela voltar a estudar, lembra Stéfano.

Mãe e filho foram aprovados no mesmo vestibular. “Quando ele me contou: mãe eu passe. Disse a ele, eu também!”, conta Marsileti, que não esperava ser aprovada.

Limites

Entre ajuda nos trabalhos e “puxões de orelha”, os dois garantem que a convivência é boa.  “Eu vejo ele como os outros na sala de aula, como colega e não como mãe, ou tiraria muito a liberdade de dele aqui”, dia a mãe-colega.

Desde o início do ano, Stéfano está morando sozinho. Saiu da casa dos pais e agora é na faculdade o ponto de encontro diário com a mãe. Morando na mesma cidade, Venda Nova, mas em locais diferentes, Marsileti confessa que ainda consegue dar alguns mimos para o “filhote”.

Mas a convivência com o filho em uma sala de aula não chega a ser novidade para ela. Marsileti lembra que ele foi seu aluno na primeira série do Ensino Fundamental. “Como aluno, ele nunca me deu trabalho. Aprendeu a ler sozinho, aos três anos de idade. À medida que fui trabalhando com os outros alunos, ele já foi aprendendo. Ele fez um exame com uma psicóloga e foi considerado superdotado”, lembra a mãe e professora, pra lá de orgulhosa.

“É muito gratificante ver que ela foi minha primeira professora e está estudando novamente. É inspirador não só para mim, mas para todos da sala”, diz Stéfano.

 

A importância da influência materna no desenvolvimento infantil

A construção do laço afetivo entre mãe e filho tem início já na gestação. Na maioria das vezes é estabelecido um contato com o feto que pode ser pela fala, toque na barriga e através do afeto passado pela mãe no período da gravidez.

Segundo a psicóloga e reprogramadora biológica Marinéa Neves Telles, as crianças estão diretamente relacionada ao que lhes é transmitido pelos pais e cuidadores e agem como reflexos diante de um espelho.

“Precisa ter um olhar bem diferenciado e criterioso, pois são essas atitudes que vão construir um ser humano dependente, regrado ou auto-suficiente. Os primeiros anos de vida a criança tem como referencia de suposto saber tudo que os pais transmitem, seja pelo que falam ou pelos atos praticados. Isto está implícito, por exemplo,  quando dizemos para elas que “Papai Noel” existe e elas acreditam”, explica Marinéa.

O fato das crianças acreditarem piamente nos pais, gera uma imensa responsabilidade na construção dos ser humano. A psicóloga destaca que a criança precisa, dentro do tempo certo, ser capaz de amadurecer e executar tarefas adequadas a sua idade, pois dessa forma estará aumentando sua auto-estima e responsabilidade.

“Tenho percebido mães completamente desorientadas em relação à condução da educação dos filhos. Estão completamente divididas entre o “não” e gerar frustração nos filhos, e dar permissão a tudo para não contrariá-los. As mães querem suprir uma falta de presença física exagerando no zelo, tornando a criança dependente emocionalmente e sustentando um futuro adulto imaturo e regrado de escolhas bem como inseguro”, alerta a psicóloga.

O pediatra e psicanalista inglês Donald Woods Winnicott ao falar da mãe suficientemente boa, designou o termo “holding” que corresponde ao amparo e à manutenção da criança, não somente física, mas também psíquica. É a tarefa materna de sustentar o filho com suporte psicológico e também suporte físico, como dar colo, afagos ou trocar de fraldas, por exemplo.

“A mãe suficientemente boa tem a capacidade de se adaptar de forma delicada e sensível às necessidades iniciais do bebê, estabelecendo uma relação com o ego do bebê que facilita para a criança absorver suas ansiedades de forma suportável. Por isso não existe receita ideal ou manual de instrução, mas sim o bom senso e a humildade caso tenha dúvidas ou dificuldades de procurar um profissional que possa criar novas possibilidades de orientação”, finaliza a psicóloga.

 

Confira outros tipos de mães:

Mãe Baladeira

Tem mais pique que os filhos adolescentes, está sempre por dentro das baladas e chega em casa mais tarde que você.

Mãe coruja – também conhecida como “babona”, ela morre de orgulho das crias e está sempre contando para Deus e o mundo sobre as conquistas e vitórias delas (mesmo que não sejam lá grandes coisas).

 

Mãe Dragão

É aquela que faz você tremer quando fala seu nome completo. É bom não dasafiá-la. Se disser que vai te buscar e fazer pagar mico na frente dos amigos se você não respeitar o horário combinado da volta da balada, acredite. Ela vai cumprir.

 

Mãe Desencanada

Ela deu aos filhos toda a assistência e carinho quando eles estavam crescendo. Agora que já são grandinhos, seu trabalho acabou. Ela viaja, sai, não dá muitas satisfações para as “crianças”.

 

Mãe Sem Noção

Ela não percebe, mas vive fazendo os filhos passarem vergonha. Conta histórias de quando você fazia xixi na cama ou tinha medo de barata, conta pro seu namorado (a) novo como eram os anteriores, conta piadas sexuais descabidas para o momento e expõe suas fraquezas diante da família. Mas é tudo por amor.

 

Mãe com TOC

Toda vez que entra no seu quarto, rola um drama. Tudo tem que estar impecável. Afinal, seu quarto faz parte da casa dela. Briga com você para lavar a louça, para arrumar o armário, para enxugar o banheiro, para tirar o tênis sujo de cima do tapete e por aí vai.

 

Mãe Maravilha

É a típica faz tudo. Não deixa nada para os filhos resolverem, mesmo quando eles não são mais crianças. Ela paga as contas,  resolve problemas de banco, plano de saúde, imposto de renda… Faz até supermercado para os filhos. Se eles precisam ir a algum lugar, lá está ela, dentro do carro esperando para levá-los… e buscar depois.

 

 

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