Atenas Capixaba

Feira leva artesanato e atrações musicais à Praça de Fátima

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O final de semana será de oportunidade para os artesãos de Cachoeiro de Itapemirim mostrar os seus trabalhos. A prefeitura promove a primeira Feira de Economia Solidária.  Cerca de 50 artesãos vão expor e vender seus produtos durante o evento, que será realizado sábado (16), das 12h às 18h, e domingo (17), das 9h às 13h, na Praça de Fátima.

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Apresentações musicais e atrações para as crianças também estão na programação. Organizada pela Secretaria de Trabalho e Habitação (Semutha), em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Semdec), a feira vai oferecer peças únicas, feitas à mão, ideal para as pessoas que querem oferecer presentes de bom gosto e exclusivos durante as festas de fim de ano, que podem ser adquiridos a preços justos.

Além de todos os benefícios listados acima, a opção pela feira colabora com a renda dos artesãos locais e estimula a economia de Cachoeiro. Para que a oportunidade não seja pontual e signifique fortalecimento da atividade no município, a prefeitura vem investindo nesses profissionais, por meio do cadastramento de artesãos e oferecendo qualificação gratuita, como os workshops de Marketing e Cooperativismo recém-realizados.

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“Nosso principal objetivo é incentivar a atividade em nosso município. Para isso, nós estamos qualificando esses profissionais, e a Feira de Economia Solidária foi o espaço criado pela administração para que coloquem em prática os conhecimentos adquiridos e, ao mesmo tempo, garantam renda extra para suas famílias”, afirma a secretária municipal de Trabalho e Habitação, Luana Cristina da Silva Fonseca.

Atrações

No sábado, os visitantes da feira vão poder curtir música de qualidade a partir das 13h, primeiro com Marcos Gaspar e, depois, com Helinho Sampaio. No domingo, tem atração extra para as crianças, com a programação do Domingo na Praça, conduzida pela Secretaria Municipal de Cultura, além de show com o grupo de samba Koisa Nossa.

Artesãos mantém uma expectativa de melhora após a feira

Reconhecimento, novas oportunidades e valorização estão entre as maiores perspectivas dos artesãos de Cachoeiro de Itapemirim. Estes têm sido os itens de maiores dificuldades para os produtores de artesanatos da região. Trabalhando há cinco anos com fios e tecidos, Silvana da Silva Alves Laiber prepara com a matéria prima peças de vestuário, utilitários e acessórios em geral. Para ela, entre todas as dificuldades, a falta de um local adequado para a comercialização das peças artesanais é a que mais pesa para os profissionais.

“Sempre tive um grande encantamento com as artes manuais. Com o passar do tempo a arte foi entrando na minha vida de tal forma que me envolveu completamente e tomou conta do meu tempo. Então vi que poderia me realizar e ainda ter um lucro. As dificuldades são para mim, como para todos os artesãos. Espero com a feira que possamos ter mais apoio e que o povo compre o artesanato local”, explica Silvana Laiber.

Trabalhando há dois anos juntamente com um grupo de mulheres em um projeto apoiado pelo Sebrae, intitulado Projeto Brasil Original a artesã Sirlei Alves de Souza prepara bordados em almofadas, colchas, bolsas, fronhas, entre outros com temas das músicas de Roberto Carlos. Porém a sua história com o artesanato vem de outrora.

A sua inspiração para se tornar artesã veio da admiração pelos costumes indígenas. “Há 56 anos sou artesã. Quando criança, na idade escolar, comecei ouvir as histórias e costumes dos índios, e por morar em um bairro cujo os nomes da ruas são indígenas, comecei a fazer artesanato em sementes como colar, pulseiras, adornos e também com fibras vegetais bucha palha de milho e outros”, enumera Sirlei.

“Acho uma boa oportunidade. Que esta feira possa se tornar uma tradição, onde turistas e moradores locais procurem e dêem valor ao trabalho artesanal. Seja para si ou para presentear. Que está feira seja a primeira de muitas que possam vir”, finaliza a artesã.

Sirlei também é uma das criadoras de um projeto filantrópico chamado “Mãos que se unem”, que usa o lema “fazer o bem, sem olhar a quem”, no qual são oferecidas oficinas gratuitas em várias áreas de bordados: crochê, tricô, pathwork, corte e costura.

Economia Solidária

O Gerente de Trabalho e Emprego Márcio Borges Camargo explica que a economia solidária é uma alternativa inovadora na geração de trabalho e na inclusão social, na forma de uma corrente do bem que integra quem produz, quem vende, quem troca e quem compra.

Foi originada na Primeira revolução Industrial, como reação dos artesãos expulsos dos mercados por advento da máquina a vapor. Os Princípios são autogestão, democracia, solidariedade, cooperação, respeito a natureza, comércio justo e consumo solidário. Portanto, a economia solidária funciona de maneira integrada e em regime cooperação entre todos os membros.

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