Atenas Capixaba

Banda de reggae autoral de Cachoeiro projeta cd para o ano que vem

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Com um som carregado de roots reggae, uma leve pitada de rap e mensagens construtivas que falam ao coração de todos independente de cor, nacionalidade ou credo, a banda de reggae de Cachoeiro de Itapemirim Magreen’s finaliza 2017 totalmente focada em suas composições autorais e projeta o lançamento de seu primeiro álbum para o ano que vem.

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Entre idas e vindas, a atual formação é composta por João Victor Bettcher (Bolleta) e Willian Patussi (Patussi) nos backing vocais e percussões, Raphael Gomes (Shev) no vocal e guitarra, John Patreze (Patreze) no baixo e João Paulo Pinheiro (Jão) na bateria, o grupo surgiu em 2012, mas passaram a se dedicar integralmente às canções próprias no início deste ano.

“A escolha pelo reggae aconteceu deu forma muito natural. A música veio a dar ênfase na mensagem que queremos transmitir. Optamos pelo o autoral, pois queremos passar a nossa ideia sobre o que está acontecendo no mundo, repassar o nosso sentimento é uma maneira de encontrar uma identidade musical. Para mim a música é uma maneira de se eternizar, então queremos a reflexão das pessoas”, explica Bolleta.

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O estúdio Sérgio Sampaio, que funcionava na Praça de Fátima, foi a alavanca para o desenvolvimento da banda. Com ideologias totalmente diferentes do início do projeto, a banda Magreen’s se mostrou suscetível as mudanças, que foram necessárias a cada período passaram juntos. As influências do conjunto varia de cada integrante, fazendo uma mescla de rap, rock n’ roll, blues e claro, o reggae music. “Pessoas saíram e entraram. Hoje estamos com mente bem mais madura, pois no início tratávamos a banda apenas como diversão, que não condiz com a atualidade, onde queremos seguir profissionalmente com a música”, conta.

Cenário autoral de Cachoeiro

Ao término de 2017, o grupo quer mostrar que evoluiu, cresceu e está pronto para falar de tudo em suas composições, principalmente de amor ao próximo, cantando letras politizadas e canções com teor que iam do lamento ao protesto. “Cada música é uma história, uma reflexão. Passamos mensagem de amor, protesto contra corrupção, desmatamento e da situação da classe pobre da sociedade. A palavra que pode representar melhor nossas composições é a evolução, pois queremos que o público evolua de pensamento sobre diversos assuntos”, afirma o vocalista.

Para o conjunto o cenário autoral de Cachoeiro de Itapemirim é rico e tem muito a somar para a classe cultural da ‘Capital Secreta’. Eles lamentam que a maior dificuldade é a falta de incentivo público e das próprias pessoas que tem a mente fechada para o que produzido “em casa”. “Em Cachoeiro tem muita música autoral de qualidade. O que falta é a população dar valor e oportunidade para quem faz o som. Vejo que os próprios artistas têm que se unir para construir a cena. Temos dificuldades com locais para apresentação de trabalho autoral. Se tivéssemos a oportunidade tenho certeza que cada banda teria autonomia”, afirma.

Magreen’s está preparada, após muita dedicação em montar um repertório próprio. Agora a batalha é para mostrar e cativar o público. O contato com a banda pode ser feito através do Facebook @bandamagreens e pelos telefones (28)99971-4396 ou (28)99946-2868.

 

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