Espírito Santo

Substância que matou peixes no Rio Castelo saiu de abatedouro de frangos, afirma secretário de Cachoeiro

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O secretário de Meio Ambiente de Cachoeiro de Itapemirim, Mário Louzada, afirmou que o líquido que mudou a coloração do Rio Castelo matando peixes e interrompendo o abastecimento de água na cidade, no domingo, é oriundo de um abatedouro de frangos do município de Castelo.

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“Fizemos um trabalho conjunto com a secretaria de Meio Ambiente de Castelo. O acidente ambiental aconteceu em outro município, mas nos afetou, por esse motivo vamos fazer um relatório e anexar ao relatório do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) para encaminhá-lo ao Ministério Público Estadual (MPES) para que as medidas legais sejam adotadas”, disse Mário Louzada.

O secretário de Meio Ambiente de Castelo, Diogo Vivácqua, explica que a própria empresa, quando descobriu o problema, acionou a secretaria. “O que vazou foi um produto químico utilizado para tratar o afluente. A empresa adotou todas as medidas para resolver o problema, e nós acompanhamos todo o trabalho junto ao Iema, órgão responsável por adotar as medidas administrativas em relação a esse acidente, e a Polícia Militar Ambiental. Vale ressaltar que o abastecimento de água da nossa cidade não foi prejudicado”.

A reportagem fez contato com o diretor-presidente da empresa, Aderval Casagrande, que disse aguardar o laudo do Iema, que deve ficar pronto nesta terça-feira (31), para se manifestar oficialmente sobre o que pode ter ocasionado o acidente.

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Não há risco de desabastecimento

A assessoria de imprensa da BRK, companhia de abastecimento de água e tratamento de esgoto de Cachoeiro de Itapemirim, informou nesta segunda-feira (30), que não há risco de desabastecimento na cidade.

Segundo a assessora de imprensa da companhia, Rosa Malena, por volta das 18h de domingo, quando o operador do sistema de captação constatou a mudança da coloração da água, testes foram feitos e a captação imediatamente suspensa nos distritos de Conduru e Itaoca Pedra.

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“A água estava totalmente imprópria para tratamento. Realizamos testes verificando uma série de características e de imediato paramos a captação. As comunidades só não ficaram sem abastecimento porque possuímos uma boa reserva de água. A coloração do rio voltou ao normal e a captação foi reiniciada às 8h de ontem, após novos testes”, explicou Rosa Malena.

Nas redes sociais, circularam várias mensagens de que a cidade ficaria sem água por conta de elemento contaminante nos rios Castelo e Itapemirim. A BRK afirmou que tudo não passava de boatos.

Fotos: Divulgação

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