Política

Triplex no Guarujá atribuído a Lula é arrematado por R$ 2,2 milhões

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Foto: Arquivo AFP
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O imóvel pivô da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato tem um novo dono. Nesta terça-feira, 15, foi encerrado o leilão, do triplex 164-A, no condomínio Solaris, no Guarujá, litoral de São Paulo. O apartamento foi arrematado pelo valor mínimo estipulado no edital, de R$ 2,2 milhões. O lance vencedor foi o único a ser oficializado.

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A página do leilão atingiu 55 mil visitantes. O nome do comprador não foi revelado. O nome de usuário utilizado pelo arrematante é Garujapar e consta em seu cadastro no site responsável pela concorrência que ele é de Brasília. Além do valor do triplex, ele vai arcar com uma dívida de R$ 47 mil de condomínio.

O apartamento e suas reformas, supostamente custeadas pela OAS, foram apontadas pelo juiz Sérgio Moro e pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) como propinas de R$ 2,2 milhões da empreiteira ao ex-presidente.

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O site do leilão descreve o imóvel, e diz que o eventual comprador terá de arcar com suas dívidas. “De acordo com informação da Administração do Condomínio, sobre o imóvel recaem débitos condominiais pendentes de pagamento no importe de R$ 47 204,28 (quarenta e sete mil, duzentos e quatro reais e vinte e oito centavos) atualizados até 10/04/2018, que serão de responsabilidade do arrematante”.

Segundo a discrição no site do leilão eletrônico, “no primeiro pavimento há uma sala com varanda, cozinha e área de serviço, lavabo e uma suíte (conforme informações da Sra. Mariuza, da empresa OS, a suíte não existia na planta original, havendo modificações e inclusão deste dormitório)”. “No segundo pavimento existem três quartos compactos (sendo um deles suíte), um banheiro e um hall de distribuição”.

O site do Canal Judicial, que promove o leilão, também ressalta que o “imóvel possui piso frio em todos os cômodos e armários planejados nos quartos, cozinha, área de serviço, área externa e banheiros”. “No local havia, ainda, um fogão, um exaustor e uma geladeira, sem uso e desligados”.

“Existe um elevador que integra os três andares, sendo que não foi possível verificar seu funcionamento visto que a luz da unidade não estava ligada. Imóvel e moveis (armário e camas) em bom estado de conservação, com exceção dos móveis da área externa (coifa e armários), que apresentam sinais de desgaste e ferrugem. O imóvel possui localização privilegiada, em frente da praia, no bairro jardim Astúrias e atualmente está desocupado”, completa.

Por Luiz Vassallo, Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo

*Conteúdo Estadão

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