GUSTAVO URIBE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Acusado por Eduardo Cunha de não ter dito a verdade, o presidente Michel Temer desejou nesta quinta-feira (20) a "maior felicidade" para seu ex-aliado peemedebista, que está preso em Curitiba.

Na saída de evento no Palácio do Itamaraty, o presidente foi perguntado sobre as ameaças do ex-presidente da Câmara de fazer uma delação premiada, o que poderia implicar a cúpula do Palácio do Planalto.

"Eu não digo nada sobre isso e desejo a maior felicidade para ele", respondeu.

Em carta escrita de próprio punho, Cunha disse que Temer "se equivocou nos detalhes" e que foi agendado diretamente com o presidente encontro, em 2010, no qual um ex-executivo da Odebrecht afirmou ter negociado propina para o PMDB.

Temer havia dito que não discutiu valores ou acertos escusos e que não foi o responsável por agendar a reunião.

Na carta, Cunha afirmou ainda que a decisão de abrir o processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff foi discutida previamente com Temer.

Em março, Cunha foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão pelo juiz Sergio Moro pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas.

Desde então, o Palácio do Planalto tem recebido sinais de que ele poderá fechar uma cordo de delação premiada para prejudicar o presidente.
loading...

Participe e comente