Na última quarta-feira (8), um caminhão Volkswagem branco foi encontrado com sinais de arrombamento e ligação direta, no centro de Muniz Freire. A polícia suspeita que o veículo pertença a uma quadrilha responsável por furtos de café em Minas Gerais.

Segundo a Polícia Militar, populares acionaram os militares e informaram que o veículo estava há horas estacionado em frente a uma garagem, próximo a uma agência bancária. Ao fazer uma checagem da placa, os militares não constataram nenhuma irregularidade. O veículo está em nome de uma empresa de gás, localizada na cidade de Cachoeiro de Itapemirim.

Durante a verificação do caminhão, a polícia percebeu que a maçaneta estava com o miolo arrombado e ao puxar a porta viram que havia sido feito ligação direta. O veículo foi removido para a sede da companhia de Muniz Freire.

Denúncias anônimas informaram que o veículo poderia estar sendo usado nos furtos de café praticados no estado de Minas Gerais e que essa ligação direta foi feita porque os suspeitos saíram às pressas daquele Estado.

Mais tarde, um rapaz de 21 anos, identificado como D. A. M., se apresentou às autoridades e disse que pegou o veículo com um morador da localidade de Menino Jesus, em Muniz Freire a pedido do proprietário, por ele não ter pago o valor referente a compra do caminhão.

Porém, outra versão foi contada pela mãe do suposto devedor. Ela disse que D. ameaçou o filho L. A. H., e levou o caminhão à força. Ainda segundo a mulher seu filho estava com o caminhão em Machado, Minas Gerais, prestando serviços a um pilador de café em uma fazenda, mas por conta de um problema ocorrido no local, e que ela não detalhou, os trabalhadores saíram às pressas, tendo que fazer ligação direta, porque ele estava sem a chave.

A mulher apontou outra pessoa como proprietária do veículo e apresentou notas promissórias no valor de R$ 7.500 assinadas por D., que teria ameaçado seu filho.

D. e o caminhão foram encaminhados à Delegacia de Muniz Freire. Uma perícia foi realizada no veículo e os envolvidos prestaram depoimento.

Segundo a Polícia Civil, L. confessou em seu depoimento que trouxe o caminhão de Minas Gerais, onde estava trabalhando como pilador de café, por ordem de seu patrão que o devia pelos serviços prestados. Outro pilador de café, também morador de Muniz Freire, reforçou a versão que L. apresentou à polícia.

Diante da suspeita do caminhão estar envolvido em roubos de café em Minas, e da confirmação dos piladores quanto ao local onde estavam trabalhando, as informações foram repassadas à Polícia Civil mineira, responsável pelo caso.

O caminhão foi devolvido ao verdadeiro dono, morador de Castelo.

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