O traficante cachoeirense Wiliam de Moura Campos, o “Pica-Pau”, considerado uma liderança da facção interestadual Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso sábado (18) em Itabatã, distrito de Mucuri, Bahia.  Pica-Pau é suspeito de envolvimento em seis homicídios em 2016 (como autor, mandante ou participante) em Cachoeiro de Itapemirim. De acordo com a polícia, ele também é apontado como chefe do tráfico de drogas no bairro Alto Independência e tem associação com traficantes de Corte Grande e Village da Luz.

A prisão foi resultado de uma ação conjunta da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Cachoeiro de Itapemirim em parceria com o Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e a Corrupção (Nuroc) do Espírito Santo e a Polícia Civil da Bahia.

Segundo o delegado Guilherme Eugênio, titular da DCCV, Pica-Pau circulou, nos últimos meses por diversas cidades capixabas, como Pedro Canário, Conceição da Barra, Piúma, Cachoeiro de Itapemirim e Jerônimo Monteiro, além de cidades do Sul da Bahia, Norte do Rio de Janeiro, Norte de Minas Gerais e até em um município do Rio Grande Sul que faz fronteira com o Uruguai.

“Desde 2015, o PCC vem tentando se consolidar no Espírito Santo. E a facção está muito incomodada por não conseguir implantar seu poderio no sistema prisional capixaba, que é bastante efetivo, apesar de superlotado”, afirma Guilherme Eugênio, destacando que um dirigente penitenciário chegou a sofrer um atentado este ano.

O PCC já tem participação no tráfico em 70% dos municípios capixabas, segundo a DCCV, mas a maior parte de sua organização é operada de dentro das cadeias. Funcionando como uma espécie de “sindicato de criminosos”, a facção oferece aos seus filiados fornecimento de droga mais barata e de melhor qualidade, custeio das famílias de traficantes presos e mediação de conflitos nas comunidades em que atua – isso em troca de uma mensalidade para a facção.

Em Cachoeiro, segundo o delegado da DCCV, há informações de que o PCC teria atuado na mediação de conflitos. O bando de “Rogerinho do Village” e Terezinha de Jesus, presa na semana passada, é filiado à facção e tem acordo com Pica-Pau.

William de Moura Campos foi transferido para o Presídio de Segurança Máxima de Viana, onde se encontra em prisão preventiva. Ele já esteve preso em duas outras ocasiões, entre 2011 e 2013 e de 2014 a 2015.

loading...

Participe e comente