SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir na próxima sexta-feira (8) a pedido de 8 dos 15 Estados-membros para discutir a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de declarar Jerusalém a capital de Israel e transferir para lá sua embaixada, afirmaram diplomatas.

O pedido para que o secretário-geral da ONU, António Guterres, faça um briefing ao conselho foi feito por França, Bolívia, Egito, Itália, Senegal, Suécia, Reino Unido e Senegal, ainda segundo diplomatas.

A decisão de Trump representa uma reversão em décadas de política americana e coloca em risco o papel de mediador dos EUA nas negociações de paz entre israelenses e palestinos, já que o status de Jerusalém é uma das questões mais delicadas nessas negociações.

Israel considera a cidade sua capital única e indivisível; já os palestinos consideram como capital de um futuro Estado Palestino Jerusalém Oriental, que Israel anexou em 1967.

Após discurso de Trump nesta quarta, Guterres declarou: "Eu tenho consistentemente falado contra quaisquer medidas unilaterais que possam prejudicar as chances de paz entre israelenses e palestinos".

"Neste momento de grande ansiedade, quero deixar claro: não há alternativa à solução de dois Estados. Não há um plano B", afirmou.

Uma resolução do Conselho de Segurança adotada em dezembro do ano passado "sublinha que não irá reconhecer nenhuma mudança às linhas de 4 de junho de 1967, incluindo com respeito a Jerusalém, além daquelas acordadas pelas partes através de negociações".

A resolução foi aprovada por 14 votos a favor e uma abstenção do ex-presidente dos EUA Barack Obama.
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