SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Peru expulsou nesta sexta-feira (11) o embaixador da Venezuela, Diego Molero, como uma condenação ao regime de Nicolás Maduro, que considera responsável por uma ruptura democrática no país caribenho.

O país é o primeiro das Américas a repelir um representante máximo venezuelano desde o início das manifestações da oposição, em que mais de 120 pessoas morreram, e da convocação da Assembleia Constituinte chavista.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que Molero terá cinco dias para sair do Peru. O governo de Pedro Pablo Kuczynski também rejeitou uma nota do regime chavista "por ter termos inaceitáveis".

A declaração é feita três dias depois que Lima sediou uma reunião de chanceleres de 17 países, incluindo o Brasil, em que os governos reiteraram o não reconhecimento da Constituinte e o apoio ao Legislativo opositor.

Em resposta, o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, disse que a reunião era uma conjuração contra a união latina. "É uma conjuração contra a possibilidade de que existam governos soberanos e independentes."

Caracas ainda não comentou a expulsão. Horas antes, o chanceler peruano, Ricardo Luna, rejeitou o pedido feito por Maduro para uma reunião de membros da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe).

Ao fazer o convite, o venezuelano criticou Kuczynski. "Desafio o presidente estadunidense do Peru a aprovar uma reunião de presidentes da América Latina para nos vermos cara a cara e restituirmos as relações de respeito."
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