SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Suprema Corte da Rússia classificou nesta quinta-feira (20) as testemunhas de Jeová como uma organização "extremista" e determinou o confisco de suas propriedades pelo Estado.

Pela decisão, devem ser fechadas 395 filiais das testemunhas de Jeová no país, além de sua sede nacional.

Segundo a agência de notícias Interfax, a advogada do Ministério da Justiça Svetlana Borisova disse ao tribunal que as testemunhas de Jeová "representam uma ameaça aos direitos dos cidadãos, à ordem pública e à segurança pública".

Representante das testemunhas de Jeová, Sergei Cherepanov disse que o grupo pretende recorrer da decisão à Corte Europeia de Direitos Humanos. "Faremos o que for possível", disse, segundo a Interfax.

Diferentes países já emitiram decisões contra práticas das testemunhas de Jeová, como a rejeição ao serviço militar e a transfusões de sangue. A Rússia é o país que mais tem se empenhado em retratá-las como extremistas.

Conhecidas pela pregação de porta em porta, as testemunhas de Jeová são um grupo cristão criado nos Estados Unidos com cerca de 8 milhões de seguidores ao redor do mundo -175 mil deles na Rússia.
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