SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A General Motors anunciou na quarta-feira (19) o encerramento de suas operações na Venezuela depois que autoridades do país tomaram uma unidade da montadora no centro industrial de Valencia.

"Ontem [terça-feira] a fábrica da GMV foi inesperadamente tomada pelas autoridades públicas, impedindo as operações normais. Além disso, outros ativos da companhia, como veículos, foram retirados ilegalmente de suas instalações", disse a GMV (General Motors Venezolana), unidade da GM, em um comunicado enviado por e-mail.

"A GMV repudia as medidas arbitrárias tomadas pelas autoridades e irá tomar todas as medidas legais, dentro e fora da Venezuela, para defender seus direitos", completou.

Segundo a GM, as ações do governo venezuelano prejudicam seus 2.678 operários, além dos mais de 3.900 trabalhadores de suas 79 concessionárias. A empresa prometeu pagar os direitos trabalhistas dos funcionários demitidos.

A decisão foi tomada em meio a uma crise econômica cada vez mais grave na Venezuela, que já afetou diversas empresas norte-americanas presentes no país.

A indústria automobilística venezuelana sofre com a falta de matéria-prima devido a complexos controles monetários e uma produção local estancada, e muitas fábricas apenas podem manufaturar.

O anúncio do fim das operações da GM na Venezuela ocorre em meio a uma onda de manifestações contra o governo do presidente Nicolás Maduro. Na quarta (19), os protestos terminaram com a morte de um guarda e dois civis.
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