NICOLA PAMPLONA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Em meio a uma grave crise financeira, a Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) iniciou neste domingo (16) o vestibular para o ano de 2018, com baixo número de concorrentes.

Foram 37.195 inscritos, menos da metade das 80.248 inscrições registradas em 2016. Foi o menor número pelo menos desde 2009, de acordo com estatísticas publicadas no site da universidade.

Do total de inscritos, 10,38% (ou 3.680 candidatos) não compareceram aos locais de prova neste domingo. O percentual de ausência é maior do que os 6,30% verificados em 2016.

A universidade vem sofrendo fortes impactos da crise financeira do Estado. Os professores vêm recebendo os salários de forma parcelada e com atraso e ainda não receberam o 13º de 2016.

Esta semana, receberam a primeira parcela, de R$ 550, do salário referente ao mês de maio.

A situação gera problemas para os funcionários e também para os cidadãos que dependem de serviços prestados pela universidade, como o Hospital Universitário Pedro Ernesto.

Em assembleia realizada esta semana, os servidores da universidade decidiram aguardar pela regularização dos salários até 1º de agosto. Caso contrário, podem entrar em greve.

Com o calendário atrasado por greves passadas, a universidade encerrou agora o período relativo ao segundo semestre de 2016. Em agosto, daria início ao primeiro semestre de 2017.

A crise motivou pedido de exoneração do secretário estadual de Ciência e Tecnologia (pasta à qual a UERJ está subordinada), Pedro Fernandes, na última terça (11).

"Não acho correto que um professor de uma escola técnica ou da UERJ, por exemplo, receba depois que o de uma escola estadual de ensino médio", disse ele à Folha de S.Paulo na ocasião.

Ao lado dos servidores da área de segurança, os outros servidores da educação do Estado têm sido privilegiados no calendário de pagamentos de salários, recebendo no 14º dia útil do mês seguinte.
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