JULIANNE CERASOLI

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A organização do GP do Brasil sofreu duras críticas no último final de semana devido à sequência de atos violentos contra profissionais que trabalhavam na prova. O caso mais grave foi o assalto a membros da equipe Mercedes na saída do autódromo de Interlagos na sexta-feira (10), mas outros carros -da Williams e da própria FIA (Federação Internacional de Automobilismo)- foram atacados também na sexta-feira. No sábado (11), o alvo foi a Sauber, e no domingo (12), a equipe da Pirelli foram abordados.

A sequência de episódios irritou a FIA, que chegou a publicar um comunicado pedindo que os profissionais até trocassem de roupa antes de saírem do autódromo para evitarem serem identificados.

Lewis Hamilton, contudo, afirmou que isso não é motivo para que a F-1 deixe Interlagos.

“Definitivamente acho que deveríamos correr aqui. Eu amo correr aqui. Gostaria que a pista fosse mais longa, como nos velhos tempos, mas amo correr aqui e sempre digo que são os torcedores que fazem a diferença. Se não houvessem torcedores de verdade nas arquibancadas acho que metade do clima se perderia”, afirmou o piloto inglês.

“Honestamente, não sei nada sobre política, ou se os números de violência estão aumentando ou não. Este final de semana acabou chamando a atenção para algo que sempre foi um problema. Eu me certifico de ter um segurança e escolta policial e nunca me sinto ameaçado. Mas não é o mesmo para os demais.”

Hamilton comparou a situação do Brasil com a do México e disse que o país poderia aprender com o palco da etapa anterior.

“Acho que no México temos um esquema melhor, até mesmo nos hotéis. Então é algo que tomara que possamos implementar para o ano que vem, mas definitivamente não acho que deveríamos esconder que essas coisas negativas aconteceram, e sim usar como oportunidade para melhorar. Tomara que o governo veja como uma oportunidade de melhorar.”

O contrato atual do GP do Brasil vai até o final de 2020.
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