O Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI) comunicou nesta terça-feira (14) que vai suspender por tempo indeterminado, a partir do dia 26 de dezembro, os atendimentos de urgência e emergência, bem como todas as atividades assistenciais realizadas no Pronto Socorro do Hospital Evangélico Litoral Sul em Itapemirim. O motivo é a falta de recursos financeiros para a manutenção das atividades.

De acordo com o superintendente do HECI, Wagner Medeiros Junior, o Pronto Socorro atende em média 4,5 mil pacientes por mês, sendo a maior parte vinda do Sistema Único de Saúde (SUS). Tal decisão decorre, como explica Wagner, da baixa remuneração do SUS que é insuficiente para o custeio dos serviços de Pronto Socorro. Como exemplo, ele esclarece que o faturamento do Pronto Socorro não chega a cobrir 10% do total das despesas.

A direção explica que todas as autoridades competentes começaram a ser notificadas da decisão do Conselho Deliberativo por meio de ofícios expedidos pelo Hospital, explicando que a entidade não tem mais como recorrer ao sistema financeiro para bancar despesas com pessoal, materiais, medicamentos e demais insumos utilizados. Tal decisão foi baseada em um parecer da auditoria independente do Hospital que no último relatório emitiu um alerta sobre a gravidade da situação.

Gestão

Desde dezembro de 2009, o então Hospital “Santa Helena” passou a ser administrado pelo Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim. A unidade havia acumulado R$ 10,6 milhões em dívidas, funcionava de forma extremamente precária e estava fechada ao atendimento desde outubro de 2009, dois meses antes do HECI assumir a gestão.

Desde então, o Evangélico investiu em reformas, compra de equipamentos e pagamento de dívidas. O centro cirúrgico foi reformado, pisos e paredes foram melhorados, investimentos em monitores cardíacos e outros equipamentos, além de obras de melhorias em toda a sua infra estrutura. Também foi investido em recursos humanos, com aumento do número de colaboradores para melhor atender à população. Entretanto, toda melhoria efetuada ficou aquém das pretensões do HECI devido à limitação das receitas daquela unidade e da crise na área da saúde.

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