A Polícia Federal cumpriu na manhã desta quinta-feira (18), no Rio de Janeiro, um mandado de busca e apreensão na casa do capixaba Altair Alves Pinto, 67 anos, apontado como homem de confiança do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB). Natural de Muqui, Pinto é apontado, segundo as delações do dono da JBS, Joesley Batista, como a pessoa que recebia o dinheiro para manter o silêncio do ex-presidente da Câmara na prisão.

Essa não é a primeira vez que o muquiense é citado em investigações da lava jato. Segundo o Estadão, no dia 15 de dezembro de 2015, ao realizarem operação de buscas e apreensão na casa do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, no Rio, agentes da Polícia Federal avistaram estacionado na garagem um táxi branco, com placa de Nilópolis (cidade na Baixada Fluminense), registrado em nome de Altair.

Na época, em delação premiada, Fernando Falcão Soares, o “Fernando Baiano”, apontado como operador do PMDB, disse ter entregue a Alves Pinto dinheiro destinado a Cunha. O ex-deputado sempre negou participação no esquema de corrupção da Petrobrás e se dizia vítima de perseguição do governo e da Procuradoria-Geral da República.

Em depoimentos à Lava Jato, Baiano disse que entregou entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão em espécie no escritório de Cunha no centro carioca, a um homem chamado Altair.

Alves Pinto é sócio de uma marmoraria em Muqui. Sua mulher e filha são sócias em uma segunda marmoraria. Ele também é dono de uma fazenda.
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