Sua profissão de origem já define tudo. Se depender de Romário Corrêa Miranda, pré-candidato do Partido Verde a prefeito de Cachoeiro, ele será um construtor à frente do Executivo Municipal. É mais um voltado para duas áreas em especial, unanimidades entre os pré-candidatos entrevistados até então pelo Aqui Notícias: saúde e educação.

Partidário da conversa como a melhor forma de fazer política, Romário do União, que aliás é conhecido assim por ser oriundo do bairro que tem o mesmo nome,  quer ser prefeito sem fazer demagogia. Prefere a objetividade e os projetos de cunho social. Reconhece alguns problemas, mas lembra que tudo deve ser feito nos limites da aplicabilidade e da vontade pública.

Ex-secretário de Serviços Urbanos da atual administração, ele não defende nenhum projeto ufanista. Ao contrário. Quer entender os reais desejos do povo e administrar a cidade com a figura popular como seu maior aliado. Leia a seguir a entrevista completa do homem que ganhou a convenção do PV , com nove votos contra oito de seus adversários.

Aquinotícias – Por que ser prefeito de Cachoeiro?

Romário do União – Ser prefeito de Cachoeiro hoje faz parte do processo político no qual estamos inseridos. Estamos em um partido que fez por opção agregar o nosso nome à candidatura de prefeito. O que nós fizemos, como secretário em nossa gestão, acho que nos credencia também para estar à frente da Prefeitura de Cachoeiro.

Aquinotícias - Não seria um mau momento para ser prefeito? Crise, finanças apertadas... Quais são os seus planos como prefeito?

É na crise, na verdade, que a aprendemos a realizar os nossos sonhos e metas. Eu venho da iniciativa privada. Trabalhei por conta própria. E nestes segmentos, passei por diversas crises e consegui, eu e quem estava comigo, passar por elas. É com uma prática de gestão bem aplicada que eu acredito que superaremos este momento difícil...(pausa)...É com uma equipe bem estruturada que conseguiremos fazer uma boa gestão à frente da Prefeitura. Até porque nós já participamos de  uma gestão pública. E isso nos facilita a ver os problemas do Governo; os problemas internos que acontecem no dia a dia. Com toda esta experiência, a gente vai ter como fazer qualquer ajuste mais facilmente.

Aquinotícias - Alguns dizem que a prefeitura está inchada e com a prestação de serviços não satisfatória. Na sua visão, como isso pode ser resolvido?

É como eu falei. Acho que temos que fazer gestão e aplicabilidade do serviço público como uma empresa privada. A gente tem quocientes e percentuais de gastos e de recursos determinados por força de lei... Um percentual para educação, outro para saúde e o repasse para a Câmara. O que sobra, é para fazer o restante do movimento como folha de pagamento e a máquina andar. Temos que fazer uma gestão com o que a gente de fato arrecada para termos uma mobilidade maior, prestar os serviços essenciais à população, que hoje funcionam, a meu ver bem, mas que podem melhorar.

Aquinoticias – O senhor partilha da opinião de outros candidatos a candidatos de que há muito cargo comissionado na Prefeitura?

Eu não partilharia da ideia de que existem muitos cargos comissionados. Partilharia da ideia de que tem que ser feita uma gestão naquilo que nós arrecadamos. Fazer uma gestão profissional. Não! Não fazer um alarme (sic) de que vai haver demissões e que vai haver corte de secretarias e etc. Uma palavra que tem de estar bem grudada na administração é gestão no serviço público.

Aquinoticias - E como seria a gestão Romário nestes anos de prefeito?

Pois bem! Cachoeiro hoje...(pausa)...A estrutura da cidade nos permite trazer a sociedade já organizada para dentro do Poder Público para que juntos, comunidades, associações empresariais, de funcionários cooperativas e sindicatos, tenhamos uma agenda de serviços para que Cachoeiro não tenha só uma agenda do pensamento do seu gestor. As atividades devem ser direcionadas para as comunidades. Ouvindo os representantes da sociedade podemos administrar com mais eficiência. Chegamos a um denominador comum. Temos que avançar nos serviços prestados à sociedade.

Aquinotícias - Como é que poderia melhorar saúde, educação e segurança?

A estrutura já existe. Já tem a estrutura da saúde e da educação. Quanto à segurança, lembro que nós não podemos pensar em segurança em um todo. A segurança é de responsabilidade do Estado e a gente tem que deixar bem claro isso... O município tem que auxiliar com os seus agentes públicos de segurança. Temos que fazer uma divisão e implantar a nossa cota. O que compete ao Estado, temos que cobrar. É como temos feito através do Escritório de Segurança e Gestão Integrada que já existe. Hoje, temos que ampliar esta conversa. Trazer os agentes de segurança para mais perto. Eu penso que o município tem sua responsabilidade, mas os governos paralelos aos municípios também. Temos que dizer para a sociedade de quem são as responsabilidades. Muitas vezes o município acaba sendo penalizado por uma atribuição que não é dele. A população precisa compreender que a segurança pública é um dever e direito de todos, mas a obrigação é do Estado.

Aquinotícias - Apesar do senhor estar na administração, quais seriam os principais problemas da cidade na atual administração?

Eu penso que a gente precisa fazer um estudo em duas redes, principalmente em saúde e em educação onde nós já temos uma demanda muito grande. A rede de saúde é onde a gente está responsável pela população. Na rede de educação, nós já sabemos, que ela é composta por 23 mil alunos. Então, precisamos dar prioridade a estes dois segmentos que já resolveria um grande problema para a cidade.

Aquinotícias - E o que falta para Cachoeiro deslanchar economicamente?

Temos que ouvir. Ouvir os segmentos não para que exista um direcionamento para sua vida própria, mas que esta decisão beneficie coletivamente. Você não pode ouvir o setor de rochas e esquecer de outros segmentos. Então, você faz uma política só para um setor e esquece dos outros? Você deve ampliar seu leque de conversas para quando você direcionar um benefício isso não seja canalizado para um só setor. Temos que ter reuniões, sim. Estarmos bem antenados para que todos os setores participem e que Cachoeiro cresça coletivamente. Não em um segmento rico e em outro médio ou pobre.

Aquinotícias - Esta união também vale para a política? O PV está aberto para diálogos?

O PV é um partido aberto ao diálogo. Nós temos, hoje, várias conversas por meio do nosso presidente (Valdir Fraga). Queremos somar e fazer a diferença na política de nosso município. Eu disse ao Valdir que faço a política e ele trata das alianças partidárias. Eu vou caminhar na política conversando com os parceiros, com as lideranças, fazendo um bom diálogo, para que a gente tenha resultados concretos; e o partido vai tratando das alianças. Isso tem que andar paralelamente. Cada um no seu segmento. Como candidato eu tenho que me preocupar em como avançar. Na política de melhoramento da qualidade de vida. Na política para ajudar os jovens que estão começando a viver. Dar incentivo. Perspectiva de vida para esta juventude. Para as crianças dos projetos sociais O importante é que a cidade caminhe igualitariamente.

Aquinotícias – O PT e o PV sempre andaram de mãos dadas. Isso continua?

Nós fazemos parte do Governo de Cachoeiro. O vice-prefeito é do PV. O Dr. Abel é vice do Casteglione...Nem tem clima nem tem momento nem tem motivo para ruptura. Então, se nós somos vice até 31 de dezembro, somos vice do PT. Política é a arte da conversa. Se tiver que na próxima legislação o PV não estar com o PT..., aí é para 2017, mas até 31 de dezembro de 2016 estamos no Governo.

Aquinotícias - E como é ser candidato a prefeito? É um sonho?

Não. Não é um sonho! Não partilha de mim o sonho. Partilha de mim o momento que eu estou politicamente, o momento do partido, o que nos credenciou a postular esta vaga. Eu paginei a minha candidatura até meses atrás para ser vereador, mas o momento político nos conduziu à candidatura à Prefeitura. Neste momento, eu estou pré-candidato do PV. Estou convicto da decisão que fiz. Estou recebendo apoio incondicional do meu grupo político. Foi uma decisão interna. Vamos fazer as alianças. Vamos para as ruas para ganhar as eleições. Para ouvir o povo. Conversar com os segmentos de serviço, comunitários, enfim, para que formemos um bloco de embate para o corpo a corpo. Para que todos conversem comigo. Vejam a nossa proposta e partilhem de como vai ser o desenho de nossa cidade.


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