Por: Elias Carvalho

 

PROPRIETÁRIO DA MADEIRAS VINAND CONTA SUA TRAJETÓRIA COMO POLÍTICO MUNICIPAL E ESTADUAL E EMPREENDEDOR

 

O empresário Gumercindo Vinand, proprietário das Madeiras Vinand, em Iúna, já foi prefeito do município e deputado estadual, além de secretário municipal de Agricultura. Contudo, apesar da política estar no sangue, concedeu entrevista a este jornal para falar sobre o seu começo no mundo empresarial. Vinand é natural de Guaçuí, onde começou na atividade moveleira. Mudou-se para Iúna em 1977, onde trabalhou como funcionário para só depois entrar no mundo empresarial, onde começou do zero, para chegar aos dias de hoje, com 20 funcionários. E para Gumercindo, quanto pior a crise, maior tem que ser a confiança no que se está fazendo. Aos 59 anos, Gumercindo Vinand, diretor-proprietário da empresa Madeiras Vinand, não esconde seu otimismo e sua vontade de crescer.

 

Como foi sua trajetória de Guaçuí para Iúna?

 

Trabalhava na atividade moveleira em Guaçuí desde os 20 anos. A primeira grande empresa do setor que estava se instalando em Iúna, em 1977, precisava de um profissional na área de foliação e marcenaria. E então eu fui procurado pelo proprietário, o Sr. Tancredo José da Costa, para trabalhar na empresa por pelo menos seis meses. Inicialmente, não tinha planos de ficar em Iúna, mas Deus é quem conhece os nossos caminhos. Acabei trabalhando nessa empresa e em outras da cidade. E em agosto de 1980, decidi trabalhar por conta própria.

 

Como foi o início no mundo empresarial?

 

Comecei do zero, trabalhando em sociedade com o Sr. Margarino Celestino de Medeiros numa pequena marcenaria de fundo quintal. Começamos só eu e ele, mas já chegamos a ter 54 funcionários diretos (hoje são 20). No início fabricávamos portas, janelas, cochonetas, coisas mais simples para a construção de casas na zona rural. Na época, estava havendo uma retomada na produção de café, e houve muito demanda de construção de casas na zona rural. Temos percorrido esse tempo todo com muito trabalho e muito sacrifício. Tivemos um momento melhor e depois um período em que nos dedicamos mais à política, quando houve uma baixa na área comercial. Mas continuamos firmes.

 

E qual o segredo da longevidade?

 

Olha, a porta que Deus abre, ninguém pode fechar, só Ele mesmo pode. E nós termos o nosso mérito de esforço e trabalho, de transformar a Madeiras Vinand não só numa empresa de Iúna, mas numa marca presente no Caparaó, no sul do Espírito Santo, no leste mineiro. Além disso, a ajuda dos nossos colaboradores também é fundamental. Então eu creio que o segredo se baseia nesses três pilares: crer na porta que Deus abrir, trabalhar com dedicação e valorizar os colaboradores.

 

O senhor que já viveu vários momentos de dificuldade na economia brasileira, que conselho daria para superar esta crise?

 

Nós vemos que as outras crises pelas quais passamos nesses 35 anos não foram tão graves quanto a atual. Já tivemos crises e agravamento de crises, mas agora estamos um período de grande instabilidade. Por isso, a primeira coisa que nós precisamos fazer num momento de crise é acreditar em nós mesmos e fazer outros acreditarem na gente. Nesses momentos, os empresários pensam em parar, mas a crise é hora de inovar, diversificar. Atualmente, estamos construindo uma nova indústria e diversificando os produtos. E nós temos também gente nova trabalhando, com uma visão comercial mais ampliada, como é o caso do meu filho Gumercindo Júnior.  Então, na crise é momento de olhar as janelas que se abrem e sempre trabalhar com pé no chão, confiando naquilo que você está fazendo.

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