FÁBIO FABRINI

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Uma operação da Polícia Federal foi deflagrada nesta terça-feira (14) para combater desvio de recursos da Caixa Econômica Federal. O suposto esquema envolveria contratos de tecnologia da informação com o banco, cujos valores alcançam R$ 385 milhões.

Conforme as investigações, as empresas prestadoras de serviço nessa área contratavam um escritório de consultoria de fachada, pertencente a um funcionário do banco, que distribuía pagamentos supostamente ilícitos a demais agentes instituição envolvidos.

Para "lavar" os recursos recebidos e justificar sua evolução patrimonial, os investigados estariam celebrando contratos de compra e venda de imóveis.

Os policiais cumprem dez mandados de busca e apreensão em Brasília.

Os investigados, cujos nomes não foram divulgados, são suspeitos de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A operação foi batizada de Backbone, em referência à "espinha dorsal" de uma rede de computadores.

OUTRAS INVESTIGAÇÕES

Essa não é a única investigação da PF na qual a Caixa está envolvida.

Além da operação Cui Bono –que investiga propinas no banco e ficou famosa pela mala de dinheiro encontrada no apartamento do ex-ministro Geddel Vieira Lima–, funcionários da Caixa são alvo da operação Conclave, que investiga pessoas ligadas à Caixa, ao Banco Central e ao BTG Pactual por suspeitas de pagamento de propina e lavagem de dinheiro na venda do banco PanAmericano.
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