DIRETO DE CURITIBA, UMA CIDADE COM MUITO A ENSINAR

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Estou escrevendo essa coluna do quarto de hotel em Curitiba. Uma cidade onde o velho e o novo vivem em harmonia. As arquiteturas de imóveis históricos do município estão completamente preservados, bem cuidados e utilizados pela população. É encantador presenciar como os curitibanos zelam por estes imóveis.
Além disso, Curitiba é hoje uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes. E pasmem, você não vê lixo na rua. Nada. Zero. As calçadas sempre do mesmo tamanho, com mais de um metro de largura, absolutamente limpas. Nem guimba de cigarro, nem papel, nem plástico. A cultura do lugar tornou a cidade limpa.
Uma cidade limpa. Limpa em ar puro. São tantos parques e arvores que a cidade ultrapassou em 3 vezes mais do recomendado pela OMS – Organização Mundial da Saúde, de ar limpo por habitante. A cidade foi, inclusive, elogiada e posta como cidade modelo para outros municípios do Brasil.
Uma das medidas que influenciou veementemente para este resultado, foi seguir uma das recomendações da própria OMS, diminuir o número de veículos automotores e incentivar o uso de transporte publico, e o de Curitiba também tem um modelo inovador.
O transporte público aqui tem pontos de ônibus super atuais que facilitam a agilidade de embarque e desembarque do passageiro, mantendo os ônibus dentro dos horários previstos e disponíveis há todo tempo.
O incentivo ao uso de bicicletas aqui também é incrível. Existe uma “casa” central que acolhe e dá apoio aos ciclistas, com cursos de manutenção das bikes, como mecânica, por exemplo. O local também oferece armários e vestiários, para que o ciclista possa tomar um banho e ir trabalhar tranquilo.
Infelizmente, conversando com os moradores locais, vemos que nem tudo são flores. E não quero aqui demonstrar que a cidade não tem defeitos. Mas é de impressionar que uma cidade com este porte não tenha lixo, tenha incentivos ao uso do transporte publico, e na nossa Cachoeiro de Itapemirim encontramos tantas dificuldades para acolher culturas tão simples e funcionais.
A gente sabe que a topografia não ajuda. Mas a força de vontade do poder público em parceria com a população funciona. Cada vez mais nós, cachoeirenses, queremos Qualidade de vida. Então por quê não investir nisso? Uma coisa posso falar, é prazeroso vir e ver um local assim. Da vontade da gente levar pra casa. Vamos fazer isso?

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