O superintendente da Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim, padre Evaldo Praça Ferreira esteve em Brasília esta semana em reunião com a bancada federal para discutir a situação financeira do hospital que não vai nada bem.

No encontro, padre Evaldo pediu aos parlamentares recursos do Governo Federal para ampliar os serviços e melhorar a infraestrutura da instituição que atende aos municípios do Sul do Estado e solicitou também, a adesão do hospital ao incremento do Teto MAC (Média e Alta Complexidade), recurso que pode ser utilizado para custeio de atividades.

A Santa Casa fechou o primeiro semestre de 2017 com saldo negativo de R$ 3.618 milhões. A receita média mensal da unidade é de R$ 5.526 milhões. Deste recurso, somente com salários de médicos é gasto por mês em média R$ 1.890 milhão. Já a folha de pagamento dos demais funcionários corresponde a R$ 1.904 milhão por mês.

A informação que está circulando de que 200 dos 800 funcionários serão demitidos, por meio de um programa de demissão voluntário, foi desmentida. “Ao contrário do que foi divulgado, não existe nenhum plano de demissão voluntária para os funcionários. O que está sendo feito é um ajuste em todos os setores para cortar gastos e reduzir até 10% de despesas”, disse o superintende da Santa Casa por meio de sua assessoria de imprensa. 

Padre Evaldo afirma que a nova gestão está trabalhando incansavelmente para manter o equilíbrio das contas e o perfeito funcionamento do hospital. “Ao assumir a direção no início deste ano colocamos em dia o salário dos funcionários e pagamos o 13º salário que estava atrasado desde o ano passado”. 
O superintendente ressaltou o compromisso de dar transparência às suas ações e manter o diálogo com a sociedade para que a população que depende dos serviços ofertados pela Santa Casa não seja prejudicada.

Foto: Divulgação

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