A Polícia Civil confirmou no fim da tarde desta sexta-feira (14) que o advogado Fernando da Costa Ghio, de 35 anos, encontrado morto após capotar com o carro foi vítima de bala de fogo. A perícia confirmou que ele levou um tiro na região da cabeça, próximo ao ouvido.

As causas, no entanto, estão sendo investigadas para saber se ele foi vítima de homicídio ou latrocínio (roubo seguido de morte).

O advogado foi encontrado morto por volta das 12h40 em seu carro, um Honda Fit Twist, de cor branca, na Rodovia ES 488, conhecida como Rodovia do Frade.

As primeiras informações que chegaram para a Polícia Militar foram de que o carro conduzido pelo advogado caiu em uma ribanceira após capotar no trevo do contorno, que dá acesso ao Presídio de Monte Líbano. Após perícia foi confirmado que a vítima foi atingida por arma de fogo.

O corpo foi encaminhado para Serviço Médico Legal de Cachoeiro. O presidente da OAB Cachoeiro, Robson Louzada, esteve no local e acompanha o caso. Ele se disse surpreso com tamanha violência. Louzada afirmou ainda que a entidade vai acompanhar as investigações e que o presidente da Ordem no Estado, Homero Mafra, já acionou a Secretaria de Segurança Pública pedindo agilidade nas investigações.

"Não temos ainda detalhes sobre a motivação, mas se foi relacionada com a atividade profissional isso é inadmissível. Toda a classe já foi acionada e neste momento estamos em luto e prestando toda nossa solidariedade à família do nosso colega Fernando", ressaltou Louzada.

Fernando deixa esposa, grávida de cinco meses. O corpo do advogado será velado ainda nesta noite de sexta no Cemitério Park, no bairro IBC, em Cachoeiro. O horário do sepultamento ainda não está definido.

Causa animal

Além de advogado, Fernando Guio atuava em prol da causa animal. Presidente da Ong Patas de Ruas, de acolhimento a animais abandonados em Cachoeiro, ele era conhecido pela dedicação e paixão pelos bichos. Somente em sua casa ele abrigava 17 animais. A jornalista Elisangela Teixeira, outra atuante na causa e que trabahava com ele na Ong, lamentou o ocorrido. “O Fernando se dizia ateu, mas era o ateu mais cristão que eu conheci pelo grande coração e sempre gentil com os cuidados que sempre teve pelos bichos e pelos amigos em volta”.

Fernando foi um dos responsáveis pelo acolhimento e tratamento do cachorro Ambrósio, covardemente agredido a paulada pela própria dona em Cachoeiro, em julho do ano passado.


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