O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) alerta os produtores capixabas sobre o prazo da primeira etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa em todo o Estado. Nesta fase, que termina no dia 31 de maio, devem ser vacinados bovinos e bubalinos (búfalos) com até dois anos de idade, envolvendo aproximadamente 700 mil animais em cerca de 32 mil propriedades.

A comprovação da vacinação é obrigatória e pode ser feita pela internet (até 31 de maio) ou nos escritórios do Idaf (até 10 de junho). Para a comprovação on-line é preciso comparecer previamente ao escritório do Instituto para obter login e senha de acesso ao Sistema de Integração Agropecuária (Siapec), caso ainda não tenha solicitado.

O produtor que não vacina pode pagar multa por cada animal não imunizado, além de ficar impedido de transitar seu rebanho.

De acordo com o diretor-presidente do Idaf, Júnior Abreu, o objetivo é garantir a saúde dos animais e a valorização do rebanho capixaba. “Num momento em que os Estados trabalham para a retirada da vacinação, é preciso que todos os pecuaristas mantenham o compromisso de proteger seus animais para que juntos possamos fortalecer a pecuária local. O trabalho sério que vem sendo feito por todos garante ao Espírito Santo a comercialização da carne bovina para mercados exigentes, como União Europeia, Chile e União Aduaneira”, disse.

O último registro da doença no Espírito Santo foi em 1996 e, desde 2001, o Estado é reconhecido internacionalmente com o status de livre com vacinação.

Vacinação

A vacinação é realizada pelos próprios produtores e as vacinas podem ser adquiridas apenas por produtores cadastrados junto ao Idaf e somente no período da campanha em lojas agropecuárias cadastradas.

Após a compra da vacina, é importante que o pecuarista siga as normas de transporte, manutenção, higienização e aplicação para não comprometer a qualidade do produto. De acordo com o chefe do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Animal do Idaf, Fabiano Fiuza Rangel, as vacinas devem ser transportadas em isopor de tamanho adequado, com gelo em quantidade suficiente e conservadas na temperatura correta, de 2ºC a 8°C, até o momento da aplicação. “Outra recomendação é substituir a agulha a cada dez animais vacinados e limpar seringa e agulhas no início e ao final do procedimento, fervendo-as e guardando-as limpas e secas”, explicou.

 

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