A fim de disponibilizar informações sobre a produção agropecuária capixaba, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) publicou nova edição do Boletim da Conjuntura Agropecuária Capixaba. Um dos temas de destaque dessa edição é a previsão da produção agrícola do Espírito Santo para este ano, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Observando os dados da produção animal, nota-se queda na produção de leite e carne bovina, setor bastante suscetível aos efeitos climáticos. Já a produção de carnes de aves, de suínos e a de ovos tiveram aumento significativo.

As exportações dos setores ligados ao agronegócio foram de R$1,383 bilhão, o que representa, 21,2% do valor das exportações totais do estado. O café e suas preparações representou 21,1% das exportações do agronegócio em 2016.

De forma geral, a estimativa de produção para a agricultura em 2017 é de 5,3 milhões de toneladas, resultado 3,3% menor na comparação com o ano de 2016, que foi um ano considerado ruim para a agricultura capixaba, devido principalmente as adversidades climáticas. A previsão é de redução de 3,9% na área colhida.

As informações do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – LSPA são obtidas por intermédio das Comissões Regionais de Estatísticas Agropecuárias – Corea e consolidadas em nível estadual pelo Grupo de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias – GCEA/ES. Ressalta-se que as informações agrícolas mensais por município obtidas no LSPA são preliminares e, de responsabilidade do GCEA/ES.

 

PRODUÇÃO ANIMAL

Os dados da produção animal para o ano de 2016, aponta para uma queda no que se refere à produção de leite (-12,6%) e carne bovina (-10,0%) quando comparadas com o ano anterior. Essa queda, já observada em anos anteriores continuou em 2015 e permaneceu em 2016, resultado da influência das condições climáticas adversas. Quanto à produção de aves, suínos e ovos, houve aumento de 8,3%, 27,0% e 7,9% respectivamente.

 

PRODUÇÃO CEFEEIRA

No que se refere à produção cafeeira, o levantamento do IBGE mostra um aumento em termos de produção e rendimento médio para o café conilon em relação a 2016, bem como uma queda na área colhida. Já a estimativa para o café arábica é de queda na produção e rendimento médio, com um pequeno aumento na área colhida. De acordo com o IBGE, a previsão para a cafeicultura é de crescimento de 4,4% da produção, de 9,3% do rendimento médio e queda de 4,6% na área colhida na comparação com o ano anterior.

Segundo o levantamento da Conab estima-se uma perda de 25,4% na produção e rendimento médio para o café arábica. Para o café conilon é esperado um aumento de 8,6% no rendimento médio, junto a uma queda de 9,5% na área colhida e 1,7% na produção. Considerando a cafeicultura como um todo, a previsão da Conab aponta para uma diminuição de na área colhida, produção e no rendimento médio, de 6,0%, 12,1% e 6,5%, respectivamente.

A queda na produção também se confirma com relação aos produtos alimentares básicos. No caso da mandioca de mesa, o levantamento aponta diminuição de 23,7% na área colhida e de 22,7% na produção. Para a mandioca que se destina à indústria a previsão é de 13,1% de aumento na produção.

Para o feijão preto a previsão é de aumento de 13,1% na produção. De forma geral, a queda na produção e rendimento médio dos produtos alimentares básicos foi estimado em 2,0% e 2,5%, respectivamente.

 

Fruticultura em alta

Se as lavouras e criações convencionais apontem expectativa de queda, com relação à fruticultura, a tendência é de crescimento do mercado em 2017. O levantamento do IBGE aponta um aumento de 14,8% na produção e 13,5% no rendimento médio. Entre as diversas frutas é interessante destacar o aumento esperado na produção de banana (16,0%) e mamão (14,9%) que são frutas típicas na produção agrícola capixaba.

No caso da lichia e da macadâmia, a estimativa é de que a produção, apesar de pequena, tenha um aumento significativo.

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