A Fazenda Boa Esperança, na zona rural de Ibatiba, abriu suas porteiras, na terça-feira (11), quando foi realizado o Dia de Campo sobre Micro-terraceamento. Centenas de pessoas, de mais de 40 municípios, participaram do evento que divulgou conhecimento sobre uma técnica inovadora que permite baixar custo do plantio do café de montanha com sustentabilidade.

A programação teve início às 7h30, com um café da manhã, na propriedade que pertence ao secretário municipal de Agricultura e idealizador do evento, Antônio Gomes. Ele abriu as atividades destacando que a técnica é inovadora. “Hoje vamos mostrar que iniciamos um projeto de inovação que é o futuro da cafeicultura”, disse.

Entre os produtores participantes estava o cafeicultor Alexandre Lacerda, premiado como o produtor do melhor café brasileiro da safra de 2016. Também estavam no Dia de Campo representantes do Consórcio do Caparaó, do Bandes, técnicos e empresários das empresas apoiadoras, além de representantes das instituições parceiras, Incaper e Senar.

O prefeito de Ibatiba Luciano Salgado – Pingo – destacou que o evento traz oportunidades para os agricultores. “Com essa inovação, pode-se gerar mais renda e menos custo”, disse. “E a Prefeitura será grande parceira do homem do campo, trabalhando para termos uma prática agrícola bem planejada no município”, completou.

Também estavam presentes o superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, Dimmy Herlem Gomes Barbosa, o representante da Secretaria de Estadual de Agricultura, Marcus Magalhães, o diretor geral do Campus Ifes Ibatiba, Flávio Pena, o chefe local do Incaper de Ibatiba, Heraldo dos Santos, o superintendente do Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café (Cetcaf), Frederico Daher, o secretário de Agricultura de Dores do Rio Preto, Gilmar Trindade, e a coordenadora de Assistência Técnica e Gerencial do Senar, Cristiane Veronese, entre outros.

O que é

O micro-terraceamento acontece com a abertura da área, de diferentes formas, cortando o barranco de terra e deixando quase plana uma espécie de estrada, com cerca de 1,5 metro de largura nas ruas do cafezal. Seu manejo, em seguida, é feito com a passagem de tratores e equipamentos, usados para controle do mato, pulverizações, adubações e também a composição de matéria orgânica restante de plantios que podem ser realizados nessas ruas. Está sendo desenvolvida, também, uma adaptação de derriçadeira, para colheita por derriça mecanizada nessas áreas micro-terraceadas.

 

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