Apesar da crise no Brasil, o mercado de cavalos cresce. No país, o faturamento é de R$ 16,15 bilhões anualmente. Os dados são da “Revisão do Estudo do Complexo do Agronegócio do Cavalo”, de 2016, publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

No Espírito Santo, R$ 13 milhões são movimentados por ano com o agronegócio de cavalos. São 11.333 criadores de cavalos e cerca de 66.212 equídeos cadastrados junto ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf). Segundo levantamento da entidade, Ecoporanga é o município que se destaca com o maior número de criadores (1.451 produtores), totalizando 7.659 animais.

O criador e integrante da diretoria da Associação Capixaba dos Criadores de Mangalarga Marchador do Espírito Santo, Flávio Cheim, conta que nos últimos oito anos o setor tem sido bem aquecido em âmbito estadual e nacional. Pois o momento está sendo de eventos de marcha de cavalos, exposições e copas que acabam estimulando o comércio para o tipo de perfil de quem quer comprar cavalos e ter condições para disputas.

Mesmo diante do bom mercado atual, Cheim comenta que existe um limitador no ES: a mão de obra especializada, que influencia diretamente na criação dos cavalos. No caso dele, os funcionários foram capacitados nos curso oferecido pelo Senar de Doma Racional e Rédeas.

“Todos os meus funcionários, que cuidam diretamente da criação dos cavalos, são capacitados nesses cursos. Para quem está iniciando e tem vontade de desenvolver essa área, é fundamental e imprescindível estar atualizado. Esse investimento que o SENAR-ES faz é muito importante para o setor”, conta.

A paixão por cavalos também move criadores, como é o caso do engenheiro Agrônomo aposentado, José Maurício Guerra. Há 40 anos ele cria mangalarga marchador em Alegre. “Não crio pelo dinheiro, mas porque gosto mesmo. Mas é um mercado que nunca foi ruim. Não tem liquidez imediata como café e gado, mas valoriza a cada ano”, declara.

Guerra, que possui 90 cavalos e sempre participa de exposições e concursos estaduais e nacionais, dos quais já possui alguns prêmios com seus animais.

 

RENTABILIDADE

A média de preço de um potro para venda varia de R$ 6 a R$ 10 mil. Cada égua costuma ter um potro por ano. Caso seja doadora de embriões, costuma ser de oito a dez anualmente. E destes preserva-se 20% dos nascidos para ficar no rebanho.

 

DADOS DA ASSOCIAÇÃO

Segundo o presidente da Associação Capixaba de Mangalarga, Éder Mauro Mai, hoje, o Espírito Santo ocupa o quinto lugar no Brasil em número de criadores da raça Mangalarga Marchador. São mais de 400 criadores ativos e associados para um plantel de mais de 23 mil animais registrados na Associação.

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