Uma ampla discussão sobre os benefícios e a importância da Indicação Geográfica para a Cafeicultura na região do Caparaó Capixaba e Mineiro será o foco do IV Encontro de Cafeicultores do IFES - Campus de Alegre, a ser realizado no dia 15 de outubro de 2014, a partir das 08 horas da manhã, em Pedra Menina, município de Dores do Rio Preto - divisa entre Espírito Santo e Minas Gerais.

 

O evento visa reunir produtores, autoridades, estudantes, pesquisadores e docentes que participarão de palestras e discussões voltadas para a construção de ferramentas voltadas à sustentabilidade da cafeicultura nesta região.

 

 

Trata-se de uma realização do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) – campus de Alegre e da Caparaó Jr. – empresa Júnior do Curso Superior de Tecnologia em Cafeicultura do IFES campus de Alegre, contando com o apoio de diversos parceiros, como a Samarco Mineração, CNPq, ICMBio, Instituto Federal Sul de Minas – campus Muzambinho, Sebrae, Incaper, Emater Minas, diversas prefeituras municipais capitaneadas pela Prefeitura Municipal de Dores do Rio Preto, anfitriã, mais de uma dezena de Associações de Produtores e Cooperativas.

 

O local escolhido: sede do Parque Nacional do Caparaó

O Encontro de Cafeicultores do IFES – campus de Alegre, que já está em sua 4ª edição, surgiu da necessidade de criar um espaço para integração de produtores das diversas comunidades atendidas pela Caparaó Jr. Há quatro anos, eram 10 comunidades participantes. Hoje, esse número chega a 34 nos estados do Espírito Santo e Minas Gerais. Um dos pilares do trabalho da Caparaó Jr. é promover a integração dos capixabas com os mineiros que desenvolvem a cafeicultura, até porque os próprios agricultores sempre pensaram a região como um todo, nunca se sentindo divididos. Dessa forma, a escolha do local do evento este ano não foi por acaso.

 

 

O IV Encontro acontecerá na sede do Parque Nacional do Caparaó, distrito de Pedra Menina, município de Dores do Rio Preto (ES) – divisa dos dois estados. “Consideramos que este é um local que reflete com perfeição a integração entre Espírito Santo e Minas Gerais”, destaca Cecília Nakao, produtora rural e empresária de Pedra Menina. A região foi, inclusive, tema de reportagem de televisão em abrangência nacional, que destacou, além da mata atlântica, os aspectos da sua agricultura e produção rural.

 

Capacitação e interação entre agricultores familiares, esses sãos os principais objetivos da realização do IV Encontro de Cafeicultores. Palestras, depoimentos e discussões permitem a atualização tecnológica e fazem com que o cafeicultor possa sentir que ele “faz parte” de um grupo.

 

Sobre o tema do evento: Indicação Geográfica do Café do Caparaó

Na esteira do projeto Grãos do Caparaó, que está imbuído da capacitação e empoderamento de agricultores familiares ao mesmo tempo em que diagnostica o potencial do café sob aspectos qualitativos veio uma demanda objetiva dos produtores: como proteger e reconhecer a qualidade desse produto que tem aspectos que o diferenciam como único? Foi daí que surgiu a necessidade da busca do registro da Indicação Geográfica do Café do Caparaó, que é um certificado de que o produto tem reputação, qualidades e características que estão vinculadas à região onde é produzido e que comunica ao mundo que aqueles produtores são especializados e tem capacidade de fornecer ao mercado um produto diferenciado e de excelência. Mas é uma tarefa que exige ações em conjunto para superar desafios.

 

O registro de uma Indicação Geográfica (IG), no Brasil é responsabilidade do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e requer uma série de iniciativas e ações. Três reuniões já foram realizadas em Pedra Menina contando com representantes de associações de produtores de mais de uma dezena de municípios dos estados do Espírito Santo e Minas Gerais. Além disso, um diagnóstico realizado por consultores contratados pelo Sebrae-ES aponta a vocação da região e o anseio de produtores para concretizar a constituição dessa IG. O IV Encontro de Cafeicultores do Ifes – campus de Alegre busca selar a união desses produtores e constituir o marco zero desse propósito.

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